Nos países ditos do primeiro mundo, aqueles onde os níveis de qualidade de vida e desenvolvimento das sociedades é mais evidente, não se fala apenas em população da terceira idade, mas da quarta.
Nestas nações, os grupamentos de mulheres e homens acima dos oitenta anos são bastante importantes. Estas pessoas alcançaram tal idade não apenas por razões genéticas ou de hábitos mais saudáveis de vida, mas por um grande conjunto de situações, que envolvem muito mais itens do que estes citados acima.
A Saúde da Mulher

Dr. Norberto Louback Rocha
A Saúde da Mulher
O ginecologista e obstetra Norberto Rocha assina a coluna A Saúde da Mulher, publicada às terças no A VOZ DA SERRA. Nela, o médico trabalha principalmente a cultura de prevenção contra os males que atingem as mulheres.
Cada geração tem os seus próprios fantasmas. Os mais velhos, acima dos setenta, assistiram ao medo que seus pais e avós demonstravam quando se falava em tuberculose, paralisia infantil, sarampo e muitas outras doenças que se transmitiam de pessoa a pessoa, sem falar nas temidas epidemias de gripe. Ainda podemos falar da raiva, que os animais contaminados passavam para as pessoas. Depois do surgimento das vacinas e dos antibióticos, as coisas melhoraram muito e aqueles medos foram perdendo a força e sendo vistos como coisa do passado.
Um trabalho publicado em edição eletrônica recente, coordenado pelo professor Jorgen Randers, da DI Norwegian Business School—como o nome já informa, da minha querida Noruega, onde nasceram e vivem minhas amadas netas Isabella e Sophie, filhas de Flavia e Trond—, que certamente será utilizado como fonte de informações para a programação do congresso mundial sobre meio ambiente Rio+20, nos deixa extremamente preocupados.
A vida feminina sempre foi marcada por etapas difíceis, bem mais complicadas do que as dos homens. As primeiras e as últimas menstruações são talvez o exemplo mais marcante desta situação.
Com surpresa e certa dose de medo, é o modo como a maioria das meninas vivencia sua primeira menstruação, segundo nos relatam suas mães quando as levam ao nosso consultório em busca de opinião ou ajuda.
Eu, particularmente, trato o acontecimento com a maior naturalidade e procuro passar para a menina as boas notícias que aquele fato traz para sua vida.
Dizem, alguns esteticistas, que pelo aspecto da pele se sabe a idade da mulher. Será verdade?
O fim das menstruações é um momento que deixa uma marca inesquecível na vida de qualquer uma. Como as mulheres vivem cada vez mais, e pelo menos sete anos mais do que nós homens, este tempo da vida feminina vai passar a ter uma importância cada vez maior em suas existências.
No mundo inteiro, sem exceções, mesmo nos países mais ricos e avançados social e cientificamente, a gravidez sempre se constituiu, e ainda continua, sendo um período da vida feminina cheio de riscos para a saúde e a vida da mulher.
Se observarmos as estatísticas internacionais vamos verificar que inegavelmente houve grande progresso e acentuada diminuição no número de mulheres mortas durante a gestação e por causa dela.
Voltando os olhos para cem anos atrás, a perda de vidas das gestantes e dos filhos era verdadeiramente assustadora, mesmo nos países mais desenvolvidos.
Ainda longe da cura e de tratamentos eficazes, como dispomos para outras doenças que afetam o sistema nervoso, segue a Doença de Alzheimer fazendo vítimas em todos os cantos do mundo.
Se, nos primeiros casos diagnosticados, a idade avançada era uma das suas características marcantes, hoje em dia o aparecimento de sintomas da doença em indivíduos mais jovens vem chamando atenção dos pesquisadores.
Portanto, o envelhecimento, populações cada vez com maior número de idosos, gente acima de sessenta e cinco anos, já não é a única explicação para o crescimento da enfermidade.
Depois de algumas notícias que apareceram em nos meios de comunicação, alertando sobre riscos para mulheres usuárias de pílulas anticoncepcionais, eu—e acredito que outros médicos também—tive que responder a muitas perguntas de gente preocupada com o assunto.
Por longos anos, a vida sexual das mulheres foi como andar numa corda bamba, ou como muitas delas preferiam dizer, caminhar na beira do abismo.
A esperança é parte indispensável das nossas vidas. Sem ela, a existência humana perderia muito, ou quase todo, o sentido.
Esperança de conseguir um novo emprego, certamente melhor que o anterior, por um novo relacionamento, uma casa melhor que a atual, ganhar na loteria, trocar de carro e por aí afora.
Esperança de que o marido pare de beber, que o filho ou a filha abandonem as más companhias, que as coisas em casa melhorem, que surja uma vaga na creche mais próxima. Esperança de que o direito sagrado à educação e à saúde seja uma realidade.
O ano que começa anuncia uma série de boas novidades em diferentes áreas da medicina.
Em relação aos transplantes de órgãos, já nem causa espanto o que se vê nos jornais e TVs, cada vez mais se realizam cirurgias consideradas impossíveis, tais eram as dificuldades técnicas existentes. Os mais recentes, os de rosto, ainda longe de serem considerados bons do ponto de vista estético, já são parte do currículo de alguns cirurgiões do exterior.
