O Boletim do PSIFAVI – Sistema de Psicofarmacovigilância da Escola Paulista de Medicina, de Maio/2000, n.7, entre outras advertências, fala, com o título Será que vale a pena?, sobre alta taxa de mortes e de eventos cardiovasculares sérios com o Sildenafil, o conhecido Viagra. Afirma aquele boletim que em uma reunião do Colégio Americano de Cardiologistas foi analisado os relatos de eventos adversos com o Sildenafil recebidos pelo FDA dos EUA. O FDA é o Departamento do governo norte-americano que regulamenta e fiscaliza o uso para o público alimentos e medicamentos.
Saúde Mental e Você

Cesar Vasconcellos de Souza
Saúde Mental e Você
O psiquiatra César Vasconcellos assina a coluna Saúde Mental e Você, publicada às quintas, dedicada a apresentar esclarecimentos sobre determinadas questões da saúde psíquica e sua relação no convívio entre outro indivíduos.
Parece não existir casamento em que a culpa dos problemas conjugais é de um só. Se esposo e esposa casaram por amor, devem ter existido manifestações de afeto antes e logo após o casamento, pelo menos. Que fazer se você se sente mal amada no casamento, porque as coisas mudaram, e o afeto não mais lhe é dado como antes? Esse artigo é dirigido às mulheres casadas porque são as que primeiro, mais que os homens casados, procuram ajuda para conflitos familiares, e porque, em média, são mais sensíveis afetivamente. Então vamos analisar esta questão de ser mal amada e o que fazer.
A mídia divulgou nessa semana o incidente da universitária com roupas provocativas numa faculdade brasileira, expulsa à princípio e depois readmitida na universidade. Inacreditável a fala de uma juíza e de uma repórter sobre este caso! A juíza afirmou que houve preconceito contra a mulher e repressão contra a sexualidade feminina! Se eu tivesse ouvido isto no rádio e, portanto, sem ver a pessoa, imaginaria uma juíza muito jovem deslumbrada e prepotente por adquirir poder sobre destinos de vidas humanas que o magistrado lhe confere, e supersensualizada.
No artigo anterior escrevi um artigo para as mulheres sobre que fazer se são mal amadas no casamento. Recebi algumas críticas e elogios que me ajudaram a pensar mais a fundo no tema, sendo incentivado a escrever agora sobre o que nós homens devemos fazer se sentimos que somos mal amados no casamento. Solicitei que algumas mulheres casadas me dessem um feedback sobre meu artigo.
Parte 2 de 2
Estamos analisando nessa série de dois artigos aspectos sobre o transtorno do pânico.
Quando uma pessoa apresenta algum conflito (ou vários) em sua vida e que ainda não conseguiu resolver, isto aumenta a ansiedade, ou pode gerar depressão. Se a ansiedade aumenta demasiadamente, ela pode ser manifestada através de um dos vários tipos de transtornos, como a doença do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade generalizada, fobia simples, fobia social, agorafobia, transtornos conversivos, transtornos de somatização, neurastenia, etc.
É evidente que a turba que hostilizou a moça da minissaia provocante foi por demais abusiva, além de hipócritas, semelhante aos ‘donos’ da Igreja no tempo de Jesus que queriam que Maria Madalena fosse apedrejada, instigando Jesus a aprovar isto, quando vários deles haviam abusado sexualmente dela, e agora hipocritamente queriam sua condenação e morte. Jesus percebendo o jogo maldoso dos safados, mandou que o que não tivesse nenhum pecado atirasse a primeira pedra na moça.
Uma mulher, abrindo o coração, disse que quando era criança poucas vezes sentiu como tendo o suficiente de qualquer coisa, especialmente amor, manifestações de carinho, aprovação. A sensação que tinha era de que independentemente do que seus pais fizessem ou falassem, ela sempre queria mais. Quando ficou adulta, ela tentou preencher suas necessidades da maneira variadas. Comia demais, quem sabe pela sensação de que preencheria o vazio com alimentos. Tinha compulsão para comprar coisas em lojas variadas, sempre procurando uma mercadoria que, talvez, a fizesse feliz e completa.
A perda de um ente querido por morte, reprovação em um concurso muito esperado, rompimento de um relacionamento afetivo, demissão de um emprego, são experiências que deixam a pessoa triste, uma tristeza normal, que pode durar poucos dias ou semanas (dependendo do vínculo que a pessoa tinha com a outra, do tipo de personalidade dela, do significado emocional da perda, etc.), sem precisar remédio ou tratamento.
Doutor Dean Ornish, cardiologista e professor da Universidade da Califórnia em São Francisco, Estados Unidos, em um de seus livros, explica que uma pessoa isolada afetivamente de si mesma e dos outros adoece e pode agravar a doença cardíaca presente. Ele conta a história real vivida por um filósofo professor, Jacob Needleman, numa experiência muito interessante sobre o tema solidão. Needdleman comenta: