O terrorismo e as armas da paz

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Caros amigos, a imprensa internacional vem noticiando a multiplicação de atentados terroristas em diferentes lugares. O santo padre, o Papa Francisco, também procura alertar-nos que estes atentados são somente uma das expressões das muitas violências que, nos dias atuais, ceifam milhares de vidas. Disse: “Fala-se tanto de segurança, mas a palavra verdadeira é guerra. O mundo está em guerra porque perdeu a paz. Quando falo de guerra, falo de uma guerra de interesses, de dinheiro, de recursos, não de religiões. Todas as religiões querem a paz”, disse ele no último dia 27 de julho.

Sabemos que a paz que o mundo quer conquistar tem uma solução verdadeira em Jesus Cristo, príncipe da paz. Não é, portanto, uma questão de segurança nacional para alguns países ou de superestruturas de inteligência e controle, mas de que cada um aprenda a amar a Deus e ao seu semelhante: isto constrói a paz!

A estratégia do terror é manter os cidadãos reféns do medo e da insegurança. Também após a morte de Nosso Senhor os discípulos se fecharam por medo (Cfr. Jo 20, 19), mas com o dom do Espírito Santo em Pentecostes recobraram a coragem da fé que os fez proclamar a “boa nova cristã” até os confins da terra (Cfr.Mc 16, 15).

Isto não impediu que fossem presos, perseguidos, blasfemados e assassinados, mas começaram uma revolução de amor que procura a paz.

Por isso, rezamos pela conversão dos corações. É importante que todos se conscientizem de que não existem simples problemas locais, pois cada um deles influencia diretamente o bem de todos.     

Precisamos de uma mobilização internacional não somente quando os grupos terroristas se apresentam, mas quando as pessoas se fecham ao amor, ao diálogo e à ajuda mútua.

Não queremos uma vitória sobre um povo ou uma doutrina, mas sobre o egoísmo e sobre a procura cega pelo lucro, pelo poder ou pelo prazer.

A força armada pode amenizar um sintoma, mas o problema permanece vivo lá onde o semelhante é visto como um obstáculo para o progresso pessoal. Faz-se cada vez mais urgente a “revolução da ternura” e a “cultura do encontro”.

Lembro, por fim, que a Mãe de Deus, quando apareceu em Fátima, durante a Primeira Guerra Mundial (1917) exortava os pastorzinhos à oração insistente pela paz.

Sabemos que a prece não nos isenta de nossas responsabilidades cristãs, mas, sem dúvida, todas as ações devem começar e ser acompanhadas pela oração. “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”. (Mt 5, 9)

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Dom Edney Gouvêa Mattoso

A Voz do Pastor

Buscando trazer uma palavra de paz e evangelização para a população de Nova Friburgo, o bispo diocesano da cidade, Dom Edney Gouvêa Mattoso, assina a coluna A Voz do Pastor, todas as terças, no A VOZ DA SERRA.

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