Fazer um site hoje está mais complicado. Temos computadores, notebooks, tablets, celulares, TVs com acesso à internet, todos os tamanhos e formas de telas diferentes, sem falar que o site deve funcionar corretamente em todos os navegadores
Light - A ideia é falar sobre a sua profissão, nesta semana dedicada ao trabalhador, quando estão em foco as atividades surgidas recentemente e em expansão. O que é um desenvolvedor, qual a formação necessária? O que você faz, exatamente?Fred Vanelli
Fred Vanelli – Esse é um universo amplo. Existem várias áreas, faculdades, cursos, há desenvolvedores de software, Web, games, aplicativos. Na agência desenvolvo Web, mas como hobby eu também arrisco como desenvolvedor de games. Para quem pensa em ingressar nessa área, vale a pena investir em uma faculdade. Pode ser análise de sistemas, engenharia da computação, ciência da computação, entre outras. A escolha vai depender muito do objetivo de cada um. Mas todas elas dão apenas uma base na área de desenvolvimento, ou seja, se você realmente quer crescer, vai ter que estudar muito por conta própria. Um lado bom nessa área é que, apesar de ter muitos iniciantes, há também muito espaço no mercado. É difícil encontrar um bom profissional para contratar, então, os que se empenham têm emprego garantido. E os salários nessa área, principalmente no Rio e em São Paulo, são bastante atraentes. Desenvolver games? Deve ser legal trabalhar nisso...
Geralmente quem entra nessa vida é por gostar muito de videogame e querer fazer o seu próprio jogo, trabalhar nos EUA pra Ubisoft, Capcom, Blizzard ou outra gigante dos games. Depois a gente vê que não é tão fácil assim e abaixa um pouco a bola. Eu comecei a estudar, sem compromisso. Vi quais eram as tecnologias que estavam sendo usadas e resolvi tentar. Me inspirei em um jogo que estava famoso na época, o Timbeman, um jogo bobinho, que você só tem que ir pra direita e pra esquerda, desviando de uns obstáculos. Comecei meus planejamentos, desenhos e muita programação e depois de quase três semanas trancado no quarto (na época eu trabalhava em home office), saiu o meu primeiro joguinho. Tão simples e bobo quanto o que me inspirou, mas era meu sonho de adolescente de ter o meu próprio jogo realizado. [Você pode baixar o jogo neste link: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.coconutclimb.gameapp.androidfree] Você desenvolveu recentemente o novo site de A VOZ DA SERRA. Como foi a experiência?
Posso começar dizendo que o sonho de qualquer webdesigner friburguense, desde o início da carreira, quando começa a mexer nos seus primeiros códigos, é um dia poder dizer que fez o site do jornal A Voz da Serra, que é o maior e mais importante site da nossa cidade. Mais do que um site de uma empresa, ele representa uma entidade, que é o jornal. E poder dizer que o site que está no ar é uma obra minha me dá muito orgulho profissional. Mas foi um grande desafio, porque ele é um portal com várias informações e áreas diferentes (notícias, colunas, charges, edições digitais, etc). Como é o cotidiano de um desenvolvedor Web? Qual é o desafio?
Fazer um site hoje em dia está mais complicado. Temos computadores, notebooks, tablets, celulares, TVs com acesso à internet, todos os tamanhos e formas de telas diferentes. Isso faz com que o site tenha que se adaptar a todos esses aparelhos de forma que a informação fique organizada e de fácil acesso. Sem falar na diferença de navegadores: Chrome, Mozilla, Ópera, Safari e Explorer são os mais utilizados, mas temos centenas de outros por aí, e o site deve funcionar corretamente em todos eles. Eu tive experiências com grandes projetos do governo (http://ancine.gov.br), e quis trazer o melhor de tudo o que aprendi pra dentro da nossa cidade, para o site que melhor a representa. Isso é o que chamam hoje em dia de “site responsivo”?
Sim. E o Google recentemente passou a considerar a compatibilidade de um site com dispositivos móveis um fator de classificação nos resultados de buscas. Hoje é fundamental que o site seja responsivo. Quase como montar um grande quebra-cabeça...
Eu diria que é montar um quebra-cabeça, de cabeça pra baixo, no escuro. Mas nada como criar, como buscar constantemente novas tecnologias. Cada projeto é um desafio, então o quebra-cabeça nunca fica chato.
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