Velhos e mesmos problemas

terça-feira, 29 de setembro de 2015
por Jornal A Voz da Serra

O DIA INTERNACIONAL DO IDOSO, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1999, a ser comemorado amanhã, 1º, serve para refletir a respeito da situação do idoso no mundo, seus direitos e dificuldades. Para a organização, o envelhecimento da população significa uma possibilidade de amadurecimento dos atos e das relações sociais, econômicas, culturais e espirituais da humanidade. Esta data coincide, também, no Brasil, com a criação do Estatuto do Idoso, instituído em 2006 através da Lei 10.741.

o CENTRO DE CONVIVÊNCIA criado pela Prefeitura nas instalações do Clube de Xadrez é um local largamente utilizado pelos idosos e nesta data cabe aproveitar a oportunidade para refletir sobre a situação do idoso, seus direitos e dificuldades. Para os que se preocupam com o tema, o envelhecimento significa uma possibilidade de amadurecimento dos atos e das relações sociais, econômicas, culturais e espirituais dessa população.

PALAVRAS como independência, participação, cuidado, autossatisfação, possibilidade de agregar novos papéis e significados para a vida na idade avançada são, resumidamente, palavras-chave dentro de qualquer política destinada aos idosos, em qualquer parte do mundo, no Brasil e também em Nova Friburgo. É preciso, pois, uma atenção redobrada dos governos, em todos os níveis.

A POPULAÇÃO no mundo está ficando cada vez mais velha e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta. O Brasil, que já foi celebrado como o país dos jovens, tem hoje mais de 20 milhões de idosos, que representam mais de 9% de sua população. Em 20 anos, seremos o sexto no mundo com o maior número de pessoas idosas.

O DADO SERVE de alerta para que o governo e a sociedade se preparem para essa nova realidade não tão distante. No Brasil, são muitos os problemas enfrentados pelos idosos em seu dia a dia: perda de contato com a força de trabalho, desvalorização de aposentadorias e pensões, depressão, abandono da família, falta de projetos e de atividades de lazer, além do difícil acesso a planos de saúde são os principais.

O PROBLEMA do idoso, inclusive em Nova Friburgo, está na melhor adequação da infraestrutura pública para atender este contingente. Políticas de inserção social precisam ser implantadas para que o idoso não se transforme em grupo marginalizado, sem receber as vantagens do Estado. Centros de convivência e ações sociais de inclusão devem ser implantados visando a proporcionar melhores momentos a este importante núcleo da população que soma hoje no município a quase 25 mil pessoas, ou em torno de 15% de nossa população.

A REMODELAÇÃO de praças, a manutenção das calçadas e o estímulo à convivência são fatores importantes que precisam continuar através de outras práticas, inserindo a  “terceira idade” na vida ativa da cidade. Assim, será possível proteger mais os idosos e aprimorar as soluções para uma situação que, infelizmente, tende a se agravar com o decorrer dos anos.

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