Vanor fala de planos à frente da Autran

terça-feira, 26 de janeiro de 2010
por Jornal A Voz da Serra
Vanor fala de planos à frente da Autran
Vanor fala de planos à frente da Autran

O trânsito de Nova Friburgo é apontado como um dos principais problemas da cidade por parte de motoristas, pedestres e ciclistas. Em entrevista exclusiva para A Voz da Serra, o superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito (Autran), Vanor Pacheco, falou das perspectivas de melhoria para o assunto em questão, além dos futuros projetos de sua equipe, e analisou as primeiras mudanças efetivadas e o impacto causado por elas.

Uma das medidas iniciais foi a colocação de um agente de trânsito junto a cada faixa de pedestre na Avenida Alberto Braune, no Centro. “Por se tratar de um lugar com fluxo intenso de veículos e pessoas ao longo de todo o dia, vimos a necessidade da implementação desta medida, como forma de auxílio aos pedestres na hora de atravessar. Isto gera uma segurança maior, tanto para eles quanto para os motoristas, diminuindo as chances de acidentes”, diz o superintendente.

Ainda em relação aos pedestres, Vanor afirmou que há em estudo um projeto de conscientização que deverá ser posto em prática após o Carnaval. “O nosso principal interesse não é punir as pessoas. Queremos conscientizá-las, deixá-las bem informadas sobre a importância de agir conforme as determinações do Código de Trânsito Brasileiro. A punição só deve vir em última instância”, declarou, para em seguida afirmar que há uma orientação específica aos agentes de trânsito: “Deve haver bom senso. Não se pode sair distribuindo multas atrás de multas. O agente deve abordar o infrator e avaliar o motivo de tal ato estar sendo cometido, para, somente então, puni-lo, caso realmente seja necessário”, frisou.

Em relação às mudanças no trânsito da cidade, Vanor informa que todas as ideias ainda estão em fase de estudos, em parceria com a Prefeitura. “Inversão do sentido do trânsito e implantação de mão dupla em algumas ruas no Centro e em bairros próximos, a instalação de novos radares eletrônicos, mudanças em locais de retorno que vêm constantemente gerando acidentes, e a construção de baias em alguns pontos de ônibus, para que o fluxo não seja interrompido, são algumas de nossas ideias. Porém, tudo será analisando e discutido entre a Autran e o prefeito Heródoto, para que todas as medidas adotadas atendam aos interesses tanto dos cidadãos, quanto dos órgãos competentes”, ressaltou Vanor.

O superintendente diz que projetos implementados em determinadas ruas e que já rendem bons frutos podem ser aplicados em outras localidades. “A proibição do estacionamento no lado esquerdo da via na Rua Eugênio Muller, por exemplo, foi positiva, pois liberou o trânsito que constantemente ficava parado ali. No entanto, pretendemos abrir novos locais próprios para estacionamento, compensando essas vagas que foram perdidas”, disse.

Segundo Vanor, outra proposta de sua gestão é a revisão de todos os semáforos. Isto abrange tanto o aspecto técnico, para que seja conferido se todos os dispositivos estão funcionando, quanto à conexão entre eles. “Os técnicos já começaram a realizar esta revisão. Alguns apresentam algumas lâmpadas queimadas, por exemplo. Além disso, estamos verificando se a combinação atual deles favorece ou não o fluxo dos automóveis. Hoje, quando se passa na Avenida Rui Barbosa, após o Hospital Municipal Raul Sertã, o motorista não se depara mais com todos os sinais fechados até a Rua Sete de Setembro. São medidas teoricamente pequenas, mas que favorecem consideravelmente o trânsito”, ponderou.

Vanor quer facilitar a vida de quem tem veículos apreendidos

Outra possibilidade levantada por Vanor Pacheco certamente atende ao interesse de muitos condutores que tiveram seus veículos retidos pela Autran. No pátio da autarquia há uma grande quantidade de carros e motos apreendidos. A negociação do valor a ser pago pode ser uma alternativa. “Hoje o proprietário paga R$ 28 por dia que seu veículo fica preso aqui. Ou seja, se o período chegar a um mês, a dívida atinge quase R$ 800. Muitas pessoas me procuram reiterando o desejo de regularizar a situação, porém, quem consegue pagar esse valor? Haverá um estudo para sabermos se temos autonomia para abrir uma eventual negociação, caso o proprietário comprove sua impossibilidade financeira”, destacou.

Ainda de acordo com ele, esta medida pode evitar um outro fator: a desvalorização dos veículos. “Desde a apreensão até a licitação para que o leilão seja feito, há um tempo de espera. Neste intervalo, os carros e as motos ficam parados e expostos ao tempo, podendo ser danificados. Volto a afirmar que a nossa intenção não é punir, penalizar. O interesse principal é a conscientização e a negociação, para que a resolução seja de interesse de ambas as partes”, frisou.

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