Vacina: Friburgo não terá Dia D e postos abrirão em horário normal

Campanha foi prorrogada até dia 15, mas pais devem se apressar porque estado do Rio está na pior situação de imunidade
segunda-feira, 03 de setembro de 2018
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
Vacinação no posto Sylvio Henrique Braune, no Suspiro, na última quinta (Arquivo AVS)
Vacinação no posto Sylvio Henrique Braune, no Suspiro, na última quinta (Arquivo AVS)

Recomeça nesta segunda-feira, 3, a campanha de imunização contra o sarampo e a poliomielite. Todas as crianças de 1 a 4 anos, independentemente de já terem recebido ou não alguma dose no passado, devem ser vacinadas.

A campanha, que começou no dia 6 e terminaria nesta sexta, 31, foi prorrogada até o próximo dia 15. É importante que os pais não percam tempo e não esperem o fim do prazo para vacinar seus filhos. “Quando a doença se espalha muito rápido, a vacinação tem que ser efetiva e em curto prazo. A gente precisa atingir o maior número de crianças no menor tempo possível”, explicou a coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Paula Lessa, em entrevista à VOZ DA SERRA.

RELEMBRE AQUI A ENTREVISTA 

Nesta nova e última fase da campanha, os postos não vão fechar mais tarde, como aconteceu na última semana, sem muito sucesso. Um novo Dia D para vacinação em massa não está, por enquanto, nos planos da secretaria, que espera atingir a meta de 95% de cobertura contra os vírus das duas doenças. No momento, a cobertura em Nova Friburgo está em 60%, abaixo da média nacional, que é 72%.

De segunda a sexta-feira, as vacinas são aplicadas, das 8h às 17h, na Policlínica Sílvio Henrique Braune, no Suspiro; no posto Tunney Kassuga, em Olaria; e Waldir Costa, em Conselheiro Paulino. Já às terças e quintas-feiras, no posto José Copertino Nogueira, em São Geraldo, e nas terças e sextas-feiras, no posto Ariosto Bento de Mello, no Cordoeira, também das 8h às 17h.

A decisão de prorrogar a campanha até dia 15 partiu da Secretaria estadual de Saúde, já que o estado do Rio apresenta a menor cobertura vacinal de todo o país: apenas 55%. Outros 11 estados que também não atingiram a meta farão, por orientação do Ministério da Saúde, um novo Dia D neste sábado, 1º de setembro - o que não é o caso do Rio, que, devido à pior situação, preferiu prorrogar  a campanha.

Para Ana Paula Lessa, a explicação por trás do baixa procura pela imunização é o desconhecimento. “Nossas avós conheciam muito bem essas doenças, mas as mães de hoje não”.

A coordenadora de Imunização lembrou que o sarampo é uma doença altamente contagiosa, se espalha muito rápido, de alta gravidade e voltou com força. No estado do Rio já existem  18 casos confirmados, todos contaminados pelo caso de Petrópolis. Já a vacinação contra a pólio é importante para a doença continuar erradicada no Brasil.

Segundo ela, a baixa cobertura vacinal deixa a  população inteira fica vulnerável, já que os 95% imunizados protegem os outros 5% que não podem tomar a vacina.

Ana Paula lembrou ainda que vacinar é uma obrigação dos pais e um direito da criança. “Se eu conversar com minha mãe, minha avó sobre sarampo, elas sabem o que é. Tenho 15 anos de profissão e, mesmo trabalhando na área de saúde, nunca vi nenhum caso. Há desacreditação porque as pessoas não conhecem essas doenças, como são sofridas, as sequelas que deixam. Nossos avós conhecem a poliomielite. Os pais das crianças de hoje não”, destacou.

 

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