Uma singela homenagem

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
por Jornal A Voz da Serra

Nasci friburguense, em pequena rua que interliga a Avenida Rui Barbosa e a Alberto Braune, em julho de 1940 - se não me falha a memória, seu nome é Oliveira Botelho. Nunca, porém, morei na cidade.

Meus bisavós, suíços, estavam entre seus primeiros colonizadores – penso que fundadores: família Daflon.

Em 12 de janeiro deste ano estávamos fora do país e vimos na TV notícia superficial sobre o que aconteceu em Friburgo e no restante de nossa Região Serrana.

De retorno a Brasília, onde moramos e trabalhamos, tomamos ciência do que realmente aconteceu com nossa encantadora cidade e seu povo amigo.

Há anos escrevi poemas para minha cidade natal. Nunca os publiquei, todavia. Agora, sob a emoção decorrente de tudo o que vejo na internet, ouso encaminhar a este jornal para, ser publicado como singela e despretensiosa homenagem de um filho distante a esse heróico povo irmão.

Rogo a Deus que, muito breve, Friburgo volte a brilhar com toda sua envolvente beleza.

Paulo Cezar Vieira dos Santos

NOVA FRIBURGO

Paulo Cezar Vieira dos Santos

Lá, na serrana e charmosa Friburgo,

nessa cidade de encanto maior,

no berço amigo que embala os que vivem

coisas do belo – terra da flor;

onde montanhas de cumes velados,

tais sentinelas, vigiam do ar

e passarinhos, canoros artistas,

falam nas frondes do encanto de amar;

onde carícias de nuvens que passam

coam radiantes fiapos de sol;

onde o sussurro de brisa brejeira

chega ao crepúsculo, desde o arrebol;

onde o Bengalas escorre de manso,

se contorcendo a rolar pelo chão

e sons se perdem no fundo dos bosques

como suspiros de algum coração;

lá, nesse vale por entre montanhas

-no Velho Mundo deixando seu lar-

meus ancestrais fixaram seu sonho

de um paraíso na terra criar.

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