Mateus Almeida
Aluno de Comunicação Social da Universidade Candido Mendes - Friburgo
Os calouros do curso de Licenciatura em Música do campus Friburgo da Universidade Candido Mendes assistiram a uma aula especial na noite da última sexta-feira, 12 de março. Diante de um auditório lotado, o pró-reitor de Coordenação e Expansão da Ucam, professor Alexandre Gazé, idealizador e maior incentivador da Escola Superior de Música, deu as boas-vindas aos alunos do primeiro período do curso de Música, uma turma com quase 50 pessoas. A seu lado, estavam o diretor da escola e maestro da Orquestra Candido Mendes, professor Francisco Fernandes Filho; o coordenador geral do campus Friburgo, professor Francisco Assis Barbosa; e o supervisor de Jornalismo Nilo Gazé.
Enfatizando a importância do Curso de Música da Universidade Candido Mendes, que é o único no interior do Estado do Rio registrado e aprovado com excelência pelo Ministério da Educação, o pró-reitor Alexandre Gazé lembrou que somente o trabalho contínuo de um grupo engajado em inserir a música como opção de ensino superior na região foi capaz de levar cultura e formação qualificada aos alunos.
Depois de apresentar aos calouros a trajetória vitoriosa da Escola Superior de Música, da Orquestra Candido Mendes e das oficinas de música para todas as idades, o pró-reitor ainda ressaltou que, para manter viva e pulsante a vontade de se fazer música, são necessárias competência, determinação, coragem e fé. “Só assim é possível transformar a música em um instrumento capaz de provocar o declínio da violência e conduzir a sociedade a constituir formas diversificadas de cultura”, explicou.
O diretor da Escola Superior de Música, professor Francisco Fernandes Filho, recebeu uma homenagem da direção do campus Friburgo. O pró-reitor Alexandre Gazé o parabenizou pela dedicação e qualidade do curso, que vem se destacando ano após ano, inserindo seus alunos no mercado de trabalho e acumulando excelentes resultados em concursos públicos.
Singularidade musical
Jhonata Figueira
Aluno de Comunicação Social da Ucam
É na autenticidade da música que as transformações sociais podem ocorrer de forma expressiva, ampla e progressiva.
Permiti-me, dessa maneira, observar atento toda a linguagem de modificação social que a música representa. É dessa forma que se trata de uma cultura diferenciada que vai de encontro a todos, em qualquer lugar do mundo.
Assim, baseando-se nessa cultura diferenciada, olhava atento a chegada de cada aluno para a aula inaugural do curso de Música da Universidade Candido Mendes. Entre os calouros, percebi que vários tinham traços característicos e próprios, eram como tribos diversas, cada uma ao seu estilo e singularidade, seus instrumentos variados. Era um passeio pelas cordas, pelos sopros e até mesmo pelo instrumento valioso da voz. Mas ali, naquele espaço todos estavam emudecidos, pois esperavam ansiosos alguém que lhes desse o primeiro tom.
Foi assim que, a cada palavra vinda do pró-reitor Alexandre Gazé, notei os olhares fixos dos alunos, pareciam em êxtase, fechados diante de uma redoma quase que musical. Isso tudo porque eram contemplados orquestralmente pelo fato de serem a única turma de calouros do interior do Estado do Rio a estudar música em uma instituição de nível superior. Atentei-me ao fato de que havia uma harmonia, uma descontração característica, que só a música nos permite. É claro que esse fato não veio isolado, pois notavam-se nitidamente os brios nos olhares pelas conquistas alcançadas, onde também não foi deixado de ser mencionado o pessimismo de alguns desacreditados, pois hoje provavelmente estariam atordoados com o sucesso, e com a chegada de 45 ‘notas musicais’, prontas para serem exploradas.
É fácil perceber que as diferenças podem se tornar uma forma cada vez mais ampla de inclusão social, e que a instituição ajuda tanto no crescimento profissional quanto também no desenvolvimento humano de cada aluno. É por isso que a iniciativa de levar formas de cultura para dentro de uma sala de aula deve ser enaltecida e a hipocrisia pessimista deixada de lado, pois a força de quem acredita pode, sim, fazer a diferença.

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