Siqueira fala sobre retorno do Friburguense e novidades para breve

Com mudanças no planejamento do clube, Frizão fará pré-temporada mais curta este ano
sábado, 27 de abril de 2019
por Vinicius Gastin
Sérgio Gomes e Andreotti acompanham os treinos: período mais curto, porém com jogadores em atividade
Sérgio Gomes e Andreotti acompanham os treinos: período mais curto, porém com jogadores em atividade

Durante o longo período na primeira divisão do Campeonato Carioca e até mesmo em anos anteriores, à exemplo de 2018, o Friburguense costumava iniciar a preparação o mais cedo possível, aproveitando o período para realizar testes, observar jogadores e disputar amistosos.

Nesta temporada, no entanto, alguns fatores mudaram o planejamento do clube. As receitas limitadas para manter a folha de pagamento, as eleições presidenciais e a possibilidade da chegada de um grupo financeiro - não concretizada - fizeram o Tricolor optar por um período de pré-temporada mais curto.

"É um pouquinho diferente do que a gente sempre faz. Comparando com 2018, nós voltamos em novembro e olhamos alguns jogadores em experiência, fizemos amistosos. Descobrimos o Magrão, o Dedé e o Lucas, por exemplo. Não é uma receita de bolo, e às vezes uma mudança pode surtir um efeito positivo. Foi um ano de mudanças, depois de seis anos com o Wagner Faria. O Jones assumiu a presidência, e havia possibilidade de trazer um grupo de investidores num primeiro momento. É a saída para qualquer time de futebol, mas não vai acontecer agora. Algumas ações nós temos feito para o futuro, mas para esse ano retardamos um pouco. Tem também a questão da folha de pagamento", explica o gerente de futebol Siqueirinha.

O fato de ter cerca de 45 dias de preparação até o jogo de estreia na Série B1 do Campeonato Carioca não interfere na qualidade do período de treinos. Pelo contrário. Seguindo o planejamento traçado pela diretoria, boa parte do elenco já estava em atividade neste começo de ano.

"Como perdemos a maioria dos jogadores do ano passado, estamos praticamente formando um grupo novo. Então, pesou a questão financeira, mas também o fato de aproveitarmos os contatos para trazer atletas que jogaram a primeira divisão. Fizemos algumas parcerias e esses jogadores puderam chegar ao clube", continua Siqueirinha.

Sobre a situação financeira do Friburguense, o dirigente não esconde as dificuldades. Não há, por exemplo, um patrocinador master para os uniformes do clube. Até mesmo por esse motivo, o Tricolor aposta na criatividade para buscar novas fontes de receita, através de campanhas, de um novo sócio torcedor e aproveitamento dos espaços na camisa e no estádio Eduardo Guinle.

"É um gasto mínimo de R$ 100 mil a R$ 130 mil por mês. Então, temos um custo de campeonato entre R$ 800 mil e R$ 900 mil. Estamos buscando algumas ações, e acredito que até depois da Semana Santa, será lançado um novo sócio-torcedor mais organizado, com um cartão com mais opções e vantagens, e uma campanha para sensibilizar e motivar torcedores e jogadores em Nova Friburgo. É algo para o futuro, mas acreditamos em um efeito já imediato. Também existem as possibilidades com placas, espaços na camisa, no entorno do Eduardo Guinle", completou o dirigente do Frizão.

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