(SECOM) - Uma festa para cerca de 200 crianças, adolescentes, idosos e familiares no Clube Roqueano, em Olaria, marcou o encerramento, nesta quarta-feira, 16, das atividades de 2009 do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas). O secretário municipal de Assistência Social, Diogo Celles Cordeiro, avaliou como muito positivo o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) desenvolvido desde o início do ano pelo Creas, atendendo a cerca de 150 menores entre seis e 16 anos.
O Peti funciona como uma complementação do horário escolar. A criança que estuda de manhã frequenta os cursos incluídos no programa à tarde, e vice-versa. Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, por meio do projeto Tempo de Ser Feliz, são oferecidas aulas de percussão, flauta, violão, futebol, voleibol e inglês. Os menores também recebem acompanhamento escolar – ajuda nos deveres de casa e nos estudos para as provas –, além de participarem de oficinas de artes, onde realizam trabalhos artesanais com material de sucata, a exemplo de garrafas pet e retalhos de confecção.
Segundo Tânia Canto, coordenadora do projeto Tempo de Ser Feliz e do núcleo urbano do Peti, que funciona no Clube Roqueano, “a ampliação do horário escolar por meio dessas atividades contribui para afastar as crianças das ruas”. O secretário Diogo Celles cita como exemplo três menores atendidos pela instituição, que já estão treinando na escola do Fluminense, numa parceria do Clube Roqueano com o clube de futebol. Os menores que mais se destacarem nas aulas de futebol poderão até ir para o clube no Rio de Janeiro.
Além do Peti, o Creas oferece outros cinco serviços voltados para casos de violação dos direitos humanos: medida socioeducativa em meio aberto (liberdade assistida e prestação de serviço comunitário); enfrentamento da violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes; atenção ao idoso; atenção à pessoa com deficiência e atendimento à população em situação de rua. A instituição conta com quatro psicólogas, três assistentes sociais e dois pedagogos.
Segundo Cláudia Mara Barboza, coordenadora do Creas, de janeiro a novembro foram realizados 2.688 atendimentos (mais de 200 por mês), superando inclusive a meta da instituição, que é de 150 atendimentos mensais. A maioria dos casos é de crianças e de adolescentes vítimas de maus-tratos (abuso sexual e psicológico, negligência e violência física).

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