Resultados superaram as expectativas e a intenção é repetir o formato no ano que vem
Quatro dias de evento, vans coloridas circulando pelas ruas da cidade, movimento nas lojas e showrooms das 60 confecções que participaram da Satélite Fevest, desfiles e palestras mudaram a rotina de Nova Friburgo, na região serrana do Rio, essa semana. A mudança de formato da feira, que funcionou com três circuitos de negócios, levou cerca de 200 compradores cadastrados para dentro das empresas do Polo de Lingerie que é responsável por 25% do mercado nacional.
VISIBILIDADE - “A Satélite Fevest alcançou seus objetivos. Os resultados superaram as nossas expectativas e a satisfação é geral, tanto em termos de negócios gerados quanto de visibilidade. Era fundamental revertermos a imagem negativa da tragédia. O formato agradou, basta ver que o número de empresas que desejam participar da próxima edição é muito grande”, afirmou Paulo Chelles, presidente do Sindvest, o Sindicato das Indústrias de Vestuário de Nova Friburgo e Região. Paulo Chelles destacou também o aspecto democrático do novo formato. “Tivemos empresas de quatro funcionários e empresas com mais de 100 participando, expondo os seus produtos na mesma passarela. Isso é fantástico e nos fortalece com Polo. Trocamos a moeda: agora podemos ver sorriso no rosto das pessoas”, declarou.
Os desfiles foram diferentes nas quatro edições, com trilha sonora e cores escolhidas de acordo com a noite. Na abertura do evento, centenas de convidados assistiram aos primeiros looks de lingerie dia e noite, moda praia e fitness produzidos na região. Nas noites seguintes, os desfiles se seguiram de palestras assistidas com alto grau de interesse. Simone Terra falou sobre varejo, entusiasmando os presentes. Amyr Klink, a inovação em pessoa, fez uma apresentação magnética. E Daniel Goldri fechou o ciclo de palestras com chave de ouro, sacudindo o baixo-astral: fez a plateia se levantar várias vezes, além de cantar e requebrar, provocando sempre muitas palmas. Ninguém se recusou a seguir o mestre!
COMPRADORES - Os compradores, que passaram a semana na cidade, em sua maioria aprovaram o novo formato do evento. Para Carlos Eduardo Luciani, do grupo Havan, de Santa Catarina, a visitação nas próprias confecções é muito melhor. “Gostei bastante, porque falamos direto com o dono, em um local reservado e de maneira particular. Isso facilita muito a negociação. Já somos clientes do polo de Friburgo há dez anos, com um volume de compra razoável, mas é sempre bom ser recebido pelo dono da casa”, afirmou. Paulo Carvalho, da Erosmania, de Florianópolis, achou a visita personalizada vantajosa, porque permite conhecer de perto a empresa fornecedora. “Antes conhecíamos uma voz, agora sabemos quem é a pessoa”, disse.
APROVAÇÃO - Os fabricantes também se mostraram satisfeitos. “Estou bem animado porque está sendo positivo pra gente. Estamos há 21 anos no mercado e aproveitamos o evento para apresentar a nova coleção plus size. Conseguimos fechar negócio com um comprador internacional, dos EUA, e fizemos muitos contatos. Acho muito bom isso tudo, pois conseguimos fazer nome no mercado, fazer com que mais pessoas nos conheçam. Vendi, fiz negócios e estou satisfeito”, disse Juarez Knust, da Frilange, que apesar de estar no mercado há 21 anos, participa pela primeira vez da Fevest. “Eu aprovo o novo formato e estou muito satisfeito, muito feliz. Recebi pessoas muito queridas e consegui fechar negócios”, disse Jaime do Nascimento, da Chiquérrima.
“O novo formato do evento é bem mais dinâmico e ainda conta com a facilidade da pronta entrega, pois os compradores chegam nas lojas e já podem comprar e levar as mercadorias disponíveis no estoque. Fui um dos primeiros a aderir e aceitar as mudanças e está sendo muito proveitoso e econômico para a minha empresa e, acredito, para todos os empresários de moda íntima de Nova Friburgo, além de movimentar outros setores da economia como hotelaria, restaurantes, transportes, bares, entre outros”, declarou Edimilson Ferreira Py, da Jopy, que existe há 25 anos. A Bakonean Lingerie, que participou pela primeira vez do evento, é só elogios. “Temos muito que aprender em eventos como esse, pois é uma ótima oportunidade para saber o que o público está procurando. A partir de agora pretendemos participar de outras edições”, afirmou Lucília, que lançou na Satélite Fevest uma linha de lingerie infantil.
PARCERIA - O presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira esteve presente na Satélite Fevest e visitou algumas lojas na Ponte da Saudade. “O evento representa a retomada da economia local depois da catástrofe de janeiro. E o novo formato cria um ambiente positivo para a negociação”, afirmou. O diretor do Sebrae/RJ, Armando Clemente, também visitou algumas confecções do circuito de compras. “Esse novo formato está muito interessante e veio provar que, com criatividade, a gente consegue fazer um evento mais eficiente, colocando os lojistas em contato direto com os empresários”, declarou.
“A Satélite Fevest gerou um positivo debate sobre os pontos a serem aprimorados na próxima edição. A percepção geral positiva não anula as contribuições críticas, que serão consideradas para alcançar ainda mais sucesso”, afirma Valéria Lattanzi, da empresa organizadora, a Fábrica de Ideias.
REALIZADORES - A Satélite Fevest é uma realização do Sindvest (Sindicato das Indústrias de Vestuário de Nova Friburgo e Região), promovida pelo Senai Moda, Sistema Firjan e Sebrae, com apoio do Governo do Estado do Rio, Conselho da Moda, Texbrasil, Abit, Apex e Prefeitura de Nova Friburgo, tendo como patrocinadores o Banco do Brasil e Governo Federal. A organização é da Fábrica de Ideias.

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