Riqueza em risco

terça-feira, 01 de setembro de 2015
por Jornal A Voz da Serra
(Foto: Alerrandre Barros)
(Foto: Alerrandre Barros)

CONFORME foi reportado na edição de ontem, 1º, de A VOZ DA SERRA, uma área equivalente a dez campos de futebol ardeu em chamas no último fim de semana na Via Expressa. Vandalismo, irresponsabilidade e falta de consciência ambiental são fatores que levam muitas matas do município a sofrer a ação do fogo. O número de atendimentos do Corpo de Bombeiros em Nova Friburgo está aumentando progressivamente e dentre os atendimentos, certamente estão aqueles para atender chamados de fogo na mata. 

A CHEGADA da primavera acumula a seca que persiste na região por meses. É a época que, somada à rotina da cidade e do trânsito, aumenta significativamente o serviço dos bombeiros. Geralmente, os incêndios são praticados muitas vezes de forma criminosa, com finalidades diversas e transtornam a vida das comunidades. Na cidade e no campo, a fumaça faz parte do cenário friburguense.

AS QUEIMADAS ocorridas nos últimos anos deixaram muitos ensinamentos sob as cinzas das matas atingidas e a falta de atenção das autoridades quanto a importante questão ambiental do município é um deles. Por motivos diversos, o município não possui uma estrutura que atenda não apenas a cidade, mas de proteção florestal para vigiar o imenso cinturão verde que nos cerca. A Mata Atlântica é um patrimônio natural público e precisa da proteção do estado para sobreviver.

A GESTÃO ambiental não se resume a atividades burocráticas. Requer o envolvimento com a imensa teia de entidades e colaboradores que formam o suporte das políticas ambientais. Nova Friburgo não depende simplesmente da fiscalização pública para agir. 

A CADA mandato os governantes aprimoram a gestão ambiental, integrada com a iniciativa privada e a sociedade em geral, gerando mais práticas de preservação. O patrimônio verde de Nova Friburgo, além de sua importância para o ecossistema, significa também uma fonte de renda para o turismo e tem influência em nossa economia.

OS POLÍTICOS podem, e devem, assumir compromissos com a gestão dos recursos naturais, de forma a torná-los relevantes para o desenvolvimento  do município. Por enquanto, infelizmente, o assunto só ganha relevância quando as queimadas devastam as matas ou as chuvas destroem casas e tiram vidas. É preciso proteger o cidadão, sem se descuidar dessa enorme riqueza ao nosso alcance.

 

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