Retorno à sensatez

quinta-feira, 25 de junho de 2015
por Jornal A Voz da Serra
A DECISÃO DA PREFEITURA em voltar a permitir a circulação dos ônibus intermunicipais na cidade está possibilitando a retomada da questão da mobilidade urbana, privilegiando a preferência das políticas públicas favorecendo o meio de transporte coletivo em detrimento dos automóveis. Nova Friburgo já demonstrou a saturação de suas ruas e o que se tem a fazer agora é dar continuidade a este processo. Mas este é apenas um capítulo na batalha do dia a dia do trânsito.

Os pedestres travam uma luta inglória contra os veículos
NA DIFÍCIL CONVIVÊNCIA dos pedestres com os veículos os primeiros são os mais prejudicados. Com frequência A VOZ DA SERRA noticia em suas edições atropelamentos e colisões provocados pelo excessivo número de veículos. Os pedestres, infelizmente, são vítimas de acidentes por falta de atenção e conscientização sobre os riscos dessa difícil convivência. O resultado é muitas vezes a perda de vidas ou consequências danosas como sequelas, prejuízos materiais e gastos financeiros desnecessários para familiares e o próprio Estado.

PISTAS como a Avenida Roberto Silveira e as que margeiam o Rio Bengalas transformam-se em vilãs de pedestres, pois, velozes e sem oferecerem uma segura condição de travessia, são arriscadas a toda hora do dia. E também as rodovias estaduais existentes no município, que sofrem com a falta de manutenção correta e com os efeitos da natureza como deslizamentos e quedas de barreiras por ocasião das chuvas.

POR MAIS que se aborde o assunto com frequência, e por mais que as autoridades prometam melhorias, percebe-se o desinteresse de muitos sobre o assunto, que preferem arriscar a vida podendo mesmo perdê-la por desatenção. O Brasil é campeão em acidentes e também em vítimas do trânsito, levando as autoridades a se preocuparem bastante com o problema. Diariamente a mídia dá conta desses acidentes, indicando que infelizmente a tendência não é diminuir.

PARA QUE A ESTATÍSTICA não aumente, torna-se necessário uma ampla campanha de conscientização levando motoristas e pedestres a compreender a extensão da grave situação, visando à diminuição de acidentes. Porém, a proposta não depende apenas do governo. Depende, fundamentalmente, da sociedade organizada, notadamente os meios educacionais, desencadeando um processo de informação que começa bem cedo, ainda nos bancos escolares.

A SECRETARIA de Ordem e Mobilidade Urbana está disciplinando o trânsito na cidade e o chamado “choque de ordem” lançado há alguns anos pela prefeitura vem sendo adotado de forma cautelosa, com êxito em diversas ocasiões. Porém, não basta apenas vigiar e punir com multas ou reboques. É preciso informar, educar e conscientizar. Tal tarefa, contudo, não se executa em apenas um dia. É um trabalho de longo prazo, que exigirá também uma forte presença do poder público com o investimento necessário.

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