Resposta à violência

quinta-feira, 20 de agosto de 2015
por Jornal A Voz da Serra

A AÇÃO eficiente da Polícia Militar impediu que mais uma tragédia ocorresse no cotidiano do país, desta vez em Nova Friburgo. Graças à rapidez policial, uma família escapou da saga do banditismo, na noite de terça-feira, cujo desfecho foi a prisão de cinco marginais e a morte de um. Ponto para o trabalho da PM. O êxito da operação, contudo, está longe de acontecer também em muitas cidades brasileiras.

A SÉRIE DE ataques a tiros em cidades da grande São Paulo, que deixou cerca de duas dezenas de pessoas mortas e várias outras feridas na semana passada, retrata de forma dramática o clima de violência descontrolada no país. A criminalidade é tão rotineira, que já se incorporou ao cotidiano das pessoas. Não passa dia sem que dezenas de brasileiros sejam assaltados, tenham veículos roubados ou se tornem números da trágica estatística de homicídios.

OS GOVERNOS e as forças de segurança não conseguem conter o banditismo, ainda que os presídios estejam superlotados. Por que o Brasil não consegue viver com um mínimo de paz social, como outros países? Além de figurar entre os rankings globais em números absolutos de homicídios, o país não conta com planos para enfrentar as causas da criminalidade.

QUANDO HÁ o agravamento de crises econômicas, como ocorre hoje em âmbito nacional e na maioria dos estados, os danos da criminalidade se agravam ainda mais. Em consequência, a lei do mais forte passa a imperar nas ruas, onde a vida de um ser humano nada vale na ambição por aparelhos celulares, por carros, por dinheiro — desde o carregado no bolso até o de carros-fortes, caixas eletrônicos e estabelecimentos comerciais.

A SOCIEDADE não tem como aceitar alegações de falta de recursos para a incapacidade do poder público diante da perda de tantas vidas para a criminalidade. Essa é uma questão que não pode ser vista apenas pelas estatísticas e enfrentada de forma burocrática. Cada um na sua área de competência do poder público precisa agir logo para dar um basta à violência que faz do Brasil um país com número de mortos superior ao de muitas regiões em conflito.

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