Thereza Freire Vieira (*)
Acontecimentos da vida, como nascimento e morte, divórcio e novo casamento, têm um efeito importante em qualquer idade, mas afetam os idosos de forma mais crítica. A morte de um cônjuge, a perda de amigos e mudanças de ambiente são mais difíceis de enfrentar na idade mais avançada.
Também a redução na renda, solidão, isolamento, dependência financeira ou de imobilidade frequentemente resultam em depressão. Às vezes os sintomas são semelhantes aos do início de doença orgânica cerebral, como Alzhaimer e são incorretamente diagnosticados como tal.
As perdas de papeis que ocupam na família, na sociedade podem ocasionar diferentes graus de ansiedade, mas muito pode ser feito para melhorar a sua autoestima.
Envelhecer bem é estar de bem com a vida, ter expectativas em relação ao futuro e nunca pensar que a vida está no fim e que nada mais pode ser feito para melhorar, a não ser esperar a morte chegar.
Envelhecer satisfatoriamente implica no equilíbrio entre as suas limitações e a capacidade do indivíduo de lidar com as perdas inevitáveis do envelhecimento.
A capacidade de manter contatos sociais, fazer novas amizades, é uma variante na vida diária que afasta a monotonia. É importante a avaliação que o idoso faz de si mesmo, da sua situação atual, da satisfação de viver e fazer uso de suas capacidades atuais.
Uma noção básica é que o idoso quanto mais ativo, maior a sua satisfação em estar vivo. A atividade física tem implicações sobre a qualidade e a expectativa de vida, o exercício aeróbico feito regularmente, favorece a flexibilidade, facilita a velocidade psicomotora, favorecendo a saúde física e mental.
(*) médica geriatra e escritora colaboradora de jornais e revistas
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