Com as férias escolares prolongadas por conta dos recentes casos de contaminação pela gripe H1N1, o Projeto Florestar e Cia. aproveitou o tempo livre para visitar algumas regiões de São Pedro da Serra, Lumiar e outras, que fazem parte da Área de Proteção Ambiental de Macaé de Cima, que são de grande importância não só para o município de Nova Friburgo, como também para o estado, devido à grande área preservada de mata atlântica.
“Saímos a campo na intenção de conscientizar e o que encontramos foi o previsto, diversos focos de queimadas para limpeza de áreas para cultivo ou simplesmente de grandes terrenos e jardins, quase sempre próximos a matas, o que é um grande risco para as mesmas, já que nos encontramos em um período de estiagem. E as folhas secas aliadas a constantes períodos de ventos são ingredientes mais do que necessários para causar um estrago de grande impacto na mata”, declarou Luiz Latour, coordenador do projeto, que na ocasião também constatou que apenas a fiscalização não é suficiente. “É preciso que equipes estejam constantemente nestas áreas promovendo visitas à população, conscientizando que práticas como essas [as queimadas] deveriam ser abolidas de seus costumes”, continuou.
As queimadas são proibidas, podendo os autores serem multados ou até presos em casos de reincidência. Mesmo em situações ditas controladas, como a queima em áreas de pastagem, corre-se o risco de se perder o controle e tomar as matas derredor, provocando acidentes em que podem ser vitimadas casas, pessoas e áreas inteiras de vegetação que provocariam enormes impactos ecológicos na flora e fauna da região.
Lixo também preocupa coordenador do projeto
Outro fato constatado por Latour em sua visita, foi a grande quantidade de lixo encontrado nas estradas vicinais. “Encontramos embalagens fechadas de caixa de leite estragadas e semiqueimadas, além de embalagens plásticas de agrotóxicos, o que considero pessoalmente como um fato muito triste, pois sabe-se que tais produtos não se deterioram e são altamente poluentes e nocivos ao nosso meio ambiente”, declarou.
“É importante que nos lembremos da grande importância turística dessa área, que em nossas visitas não façamos uso de fogueiras ou mesmo abandonar quaisquer objetos resíduos de vidros. O conselho é sempre levar um saquinho de lixo em suas caminhadas”, aconselhou Latour, lembrando ainda que outro grande vilão das queimadas são as guimbas de cigarro jogadas pelas janelas dos carros durante viagens pelas estradas que cortam as áreas de preservação ambiental como os parques e as APAs.
“O segredo é muito simples, devemos ser cidadãos conscientes, preocupados e envolvidos com a causa da preservação. Todos podemos dar e ajudar com a nossa parcela, o número cada vez maior de ações é que fará a diferença para um futuro melhor”, lembrou Luiz, que na ocasião também plantou várias mudas de árvores de altitude da Mata Atlântica como ipê roxo, ipê amarelo, aça peixe, sibipiruna, todas da EBMA.

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