Responsável por aumentar anualmente o número de captações de órgãos e transplantes no Estado do Rio, o Programa Estadual de Transplantes (PET) completa quatro anos este mês com resultados positivos. Em 2013, foram realizados 587 transplantes, um aumento de 124% em relação a 2010. Até março deste ano, já foram feitos 154 procedimentos.
Paralelamente, a Secretaria Estadual de Saúde criou parcerias para a criação de dois bancos de olhos e inaugurou o Centro Estadual de Transplantes e o Hospital Estadual da Criança, responsável por realizar procedimentos infantis. Além disso, o estado habilitou o Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu para transplantes de tecido músculo esquelético.
"O PET tem feito um trabalho incansável para conquistar novos doadores de órgãos. Para aqueles que possuem doença renal crônica avançada, o transplante é uma opção de tratamento, que oferece melhor qualidade de vida e menor risco cardiovascular ao paciente, em relação à diálise”, afirmou o coordenador do PET, Rodrigo Sarlo.
VIDA NOVA – Primeiro paciente transplantado no Centro de Transplante, no Hospital São Francisco de Assis, o auxiliar administrativo Leandro Carqueja, de 32 anos, sonhava com uma vida nova depois do transplante de rim.
"Com um pouco mais de ano da cirurgia, já comecei a trabalhar, a estudar e casei. Antes, fazia hemodiálise três vezes por semana, quatro horas por dia. Isso limitava muito minha vida. Além disso, tinha limitações de coisas simples, como alimentação e ingestão de líquidos”, disse Leandro.
Todo o processo que envolve um transplante só é possível a partir da autorização da família para que seja realizada a doação de órgãos. Os profissionais responsáveis por fazer contato com os familiares passam por constantes treinamentos para lidar com a situação. Mesmo assim, 50% das famílias de potenciais doadores se recusam a autorizar a doação. Na maioria das vezes, isso acontece em razão da desinformação sobre o tema por parte da população.
INFORMAÇÃO – No site www.transplante.rj.gov.br é possível obter informações sobre o PET. O portal inclui o processo de doação de órgãos, dados sobre a fila de transplantes, informações para profissionais de saúde e um canal para contato. O programa também conta com o telefone 155.

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