Professores: reposição de aulas, só após acordo com governo municipal

Categoria suspendeu greve e deve enviar contraproposta ao prefeito Renato Bravo esta semana
quarta-feira, 23 de maio de 2018
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
A assembleia dos professores no Jamil nesta terça (Foto: Alerrandre Barros)
A assembleia dos professores no Jamil nesta terça (Foto: Alerrandre Barros)

Dez dias depois do início da greve dos profissionais da educação, as atividades voltaram ao normal nas creches e escolas municipais de Nova Friburgo nesta quarta-feira, 23. A paralisação da categoria foi suspensa até a próxima rodada de negociações com o governo. A reposição das aulas, porém, só será definida depois de um acordo.

Na última terça-feira, 22, professores e equipe de apoio decidiram pela suspensão da greve e aprovaram uma contraproposta de reajuste salarial que será encaminhada nos próximos dias ao prefeito Renato Bravo. A categoria propõe correção real dos pisos salariais e pagamento de reajustes retroativos, entre outras pautas.

Bravo ofereceu aos funcionários do apoio reajuste de 5% sobre o piso de R$ 807 mais um complemento que elevaria o salário para R$ 960, garantido o reajuste anual, de acordo com a inflação, além do pagamento de abono e outros adicionais (periculosidade, insalubridade e penosidade) e hora extra. Para a categoria, porém, não há ganho real.

Renato propôs pagar, pela primeira vez na história do magistério na cidade, o piso nacional da categoria, em duas parcelas: a primeira em junho deste ano e a segunda em junho de 2019. Ele afirmou que o pagamento do adicional de qualificação, que em muitos casos estavam parados, começou a ser regularizado em dezembro de 2017.

O prefeito disse, porém, que não poderá atender a pauta de um terço da carga horária dos professores para preparação das aulas, porque, teria que contratar cerca de 470 novos professores, mas não tem recursos para isso, mas prometeu retomar as discussões sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

A greve foi iniciada no último dia 14. Para o Sepe, o sindicato da categoria, a paralisação mobilizou boa parte dos profissionais e foi um sucesso. As assembleias no Colégio Estadual Jamil El-Jaick, no Centro, chegaram a contar com cerca de 400 pessoas. O movimento conseguiu paralisar as atividades em 43% das escolas na última semana, algo raro na cidade.

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