Problemas com soluções

quinta-feira, 27 de outubro de 2016
por Jornal A Voz da Serra

O GOVERNO Renato Bravo receberá, a partir de 1º de janeiro, diversos encargos herdados das dificuldades econômicas do país e, notadamente do estado do Rio de Janeiro, como obras inacabadas, previsões orçamentárias descumpridas, baixa arrecadação e outros desafios. Não será um início de governo fácil, porém, nem por isso desanimador.

A CULTURA, por exemplo, um dos carros-chefes da vocação friburguense, não irá começar um novo governo em débito com a população. O anúncio dos trabalhos finais para a ocupação da Praça CEU, em Olaria, acena para mais um equipamento de lazer, esporte e cultura na cidade, o mesmo ocorrendo com a Estação Livre, fruto de desastrada mudança da rodoviária urbana, e que, a duras penas, vem cumprindo suas novas atribuições artísticas e culturais. 

OS NOVOS equipamentos vêm se somar ao Teatro Municipal formando um tripé cultural que pode ser explorado com eficiência pela futura administração, embora outro importante local — o Centro de Arte — ainda mantenha suas portas fechadas ao público. Incrementar as atividades culturais deve ser um compromisso do próximo governo, estruturando o setor com uma oferta de projetos e serviços para a comunidade. É hora de darmos à cultura o destaque exigido pela população e pelos diversos agentes culturais.  

O MUNICÍPIO, por sua importância, não pode ficar atrelado à cultura da subsistência. Não podemos mais aceitar o sonho mambembe dos “sem-dinheiro”, dos que só pensam em medalhas e honrarias. Exigimos respeito por um patrimônio que não cabe apenas na vontade de um só fazedor. Queremos respeito e, mais ainda, uma visão ampla de uma gestão atualizada mundialmente, respeitada nacionalmente, Nova Friburgo é a síntese do pensamento globalizado e dessa trajetória não podemos nos afastar.

CABE AO governo municipal dar continuidade ao processo de estruturação da área cultural iniciado nos governos anteriores e que até o momento não conseguiu avançar nas conquistas públicas. A Secretaria municipal de Cultura, criada há alguns anos, está bem estruturada organicamente, porém não está capacitada financeiramente para atuar nas suas diversas atribuições. 

O ORÇAMENTO de 2017 está apertado, porém, tem espaço para a criação de verbas específicas que possam fazer a cultura friburguense avançar. Cabe também à Secretaria de Cultura elaborar um plano de ação como forma de se sintonizar com o anseio da população por mais atividades. Cultura é uma obrigação constitucional e deve, portanto, receber todo o incentivo. 

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