Preservar para não perder

sábado, 11 de julho de 2015
por Jornal A Voz da Serra

O NÚMERO de prédios restaurados e reformados por particulares vem aumentando no centro da cidade, valorizando a imagem, principalmente no entorno da Praça Getúlio Vargas, como a sede do Pró-Memória, antiga Oficina-Escola de Arte. Tombada pelo patrimônio histórico, a praça, embora sem manutenção de seus eucaliptos centenários, deve servir de cartão-postal de uma cidade que mantém firmes seus laços com a cultura e a história.

O TRATAMENTO que os antigos sobrados e estabelecimentos comerciais em seu entorno estão recebendo resgata a arquitetura de época, integrando-se a uma das maiores praças públicas do Estado do Rio. O conjunto, portanto, deve ser permanentemente preservado em sintonia com a beleza que a praça irradia.

ASSIM COMO aquele conjunto, outros bens patrimoniais, alguns até mesmo tombados, formam um conjunto importante na arquitetura e na história de Nova Friburgo que deveriam receber uma manutenção mais regular. Tal tarefa tem o respaldo governo municipal que, na administração Heródoto, criou algumas medidas de preservação, como os tombamentos. 
INÚMEROS IMÓVEIS cederam ao longo do tempo à pressão imobiliária e optaram por demolir prédios de valor arquitetônico que hoje comporiam com elevada imponência a arquitetura dos séculos XIX e XX no município. Porém, o que resta deve ser mantido a fim de que não se perca um importante elo com nosso passado. Os que hoje restauram seus imóveis merecem, pois, o reconhecimento, em respeito ao passado e voltado para o embelezamento da cidade.

IGUALMENTE, cabe ao poder público agir em defesa de seu patrimônio. Prédios e logradouros devem merecer a atenção dos que se preocupam com o assunto, a fim de se avaliar o tratamento dado e possíveis propostas de revitalização. As imagens de uma Nova Friburgo antiga, como divulgadas no acervo do Pró-Memória e outras comercializadas na cidade, mostram que não há conflito com o passado histórico, mantendo a beleza de seu padrão original ao tempo em que convive com valores da modernidade.

TENTAR RESGATAR, ainda que minimamente, o patrimônio histórico de Nova Friburgo através de verbas ou de incentivos já seria um bom passo para a valorização desse rico acervo. A lei de incentivo cultural com benefícios à manutenção de prédios de valor histórico também criaria chances de preservar o passado arquitetônico, beneficiando seus proprietários e a cidade como um todo.

 

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