Por uma gestão ambiental

terça-feira, 06 de outubro de 2015
por Jornal A Voz da Serra

A PRESIDENTE Dilma Rousseff participou recentemente de encontros de dirigentes mundiais na Organização das Nações Unidas para debater diversas questões cruciais para a humanidade, sendo o desenvolvimento sustentável e o aquecimento global os principais deles, se não os prioritários. E a Amazônia está no centro das questões, com os desmatamentos e as queimadas. Apesar de conseguir subir no ranking das nações desenvolvidas, o Brasil ainda deve muito ao meio ambiente.

POR MAIS DISTANTE que a Amazônia esteja da serra fluminense, de Nova Friburgo e sua colonização suíça, os problemas ambientais vivenciados no país extrapolam as fronteiras regionais e põem em risco a própria soberania nacional. Não se pode permitir que a Amazônia fique subordinada aos interesses internacionais, bem diferentes do que imagina o cidadão brasileiro sobre as suas próprias terras.

NUM PROCESSO ACELERADO de desmatamento, o país vive sob o manto da “proteção” internacional, que nada mais é que um grupo de interesseiros por nossa natureza e o nosso subsolo, a nossa inestimável economia verde. Aqui, em se plantando tudo dá. Mesmo que não se plante nada, o solo já oferece inúmeras riquezas que não podem ficar em mãos estrangeiras. A terra brasileira pertence ao Brasil, é um patrimônio público inegociável.

O TEMA AMBIENTAL diz respeito a todos os municípios e Nova Friburgo não pode deixar este assunto sem um aprofundamento. Temos uma fatia respeitável de Mata Atlântica, sérios problemas de infraestrutura sanitária, como a falta de tratamento de esgoto, as encostas, o agrotóxico nas plantações rurais. Como se vê, nem só de floresta amazônica vive o meio ambiente brasileiro.

É PRECISO AVANÇAR, propiciando um maior respeito ambiental e uma melhor qualidade de vida para a população. É tarefa permanente dos governantes zelar pelo meio ambiente, hoje, amanhã e sempre.

EM ÉPOCA de efervescência política com a proximidade da renovação eleitoral em 2016, o meio ambiente não deve ser visto como apêndice de projetos de governo. Deve, com toda a certeza, figurar dentre os itens mais importantes da gestão estadual e nacional. O tema abrange todos os setores da vida pública e cada vez mais a sua importância é revelada nos temas que dizem respeito ao cidadão. É assunto que preocupa.

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