Por que os brasileiros pagam cada vez mais e recebem cada vez menos?

Por Alessandro Lo-Bianco
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
por Jornal A Voz da Serra

Por que a resposta à incompetência dos governantes tem sido sempre o aumento dos impostos? Por que entra governo e sai governo e a saúde pública vai de mal a pior? No Brasil, o tamanho do Estado tem tomado proporções preocupantes, que, aos poucos, podem gerar sua própria falência. Para custear o governo Itamar Franco, o percentual de tributação no país atingiu 26%, crescendo nas duas administrações de FHC para 37% e, por fim, no governo Lula, determinada época bateu o patamar de praticamente 50% do PIB.

Cada governo que passa retira maior parcela da riqueza dos bolsos da população com vista a custear sua estrutura e funcionamento. Porém, este aumento de tributos tem consequências. Se o Estado retira cada vez mais recursos dos salários dos trabalhadores, além de maior parcela das empresas privadas, especialmente pequenas e médias (maiores penalizadas), o resultado é simples: o setor privado investirá menos e a população consumirá menos. O resultado direto gerado por essa política também é simples: as empresas produzindo menos diminuirão o PIB. Outra consequência: a iniciativa privada demitirá, pois não terá condições de manter o emprego—além de não poder gerar novos para abrigar a parcela da população que entrará no mercado de trabalho—, visto que uma maior fatia do seu faturamento acabará nas mãos do governo, gerando, portanto, desemprego.

O cálculo acima não é fictício. O país aumentou a carga tributária e, como consequência, as empresas produziram e, além de não gerar novos, sumiram vários postos de trabalho, ou seja, o desemprego aumentou. Essa queda de produção associada ao desemprego tem como maior responsável o Estado que, ao assumir cada vez mais atribuições estranhas à sua natureza, gerencia mal e, por conta da má gestão, contrata mais. Daí inicia-se um ciclo interminável em que a necessidade de recursos financeiros aumenta cada vez mais.

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