Populares falam sobre expectativas com Dilma Roussef

terça-feira, 02 de novembro de 2010
por Jornal A Voz da Serra

O que você espera do novo presidente?

No domingo, 31 de outubro, os brasileiros foram novamente às urnas e votaram no segundo turno para presidente. Dilma Rousseff (PT) venceu e sucederá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, Dilma passa a ser a presidente de todos os brasileiros e a partir de janeiro terá a missão de conduzir os rumos da nação. Tomara que consiga tornar realidade tudo o que foi prometido na campanha eleitoral. Para saber as principais reivindicações dos friburguenses quanto a nova presidente, A VOZ DA SERRA foi às ruas, ainda antes do pleito, com a pergunta “O que você espera do novo presidente?”, independentemente de quem seria eleito. Entre as várias respostas, umas descrentes e outras cheias de expectativas, referências à saúde e à educação como base para as demais conquistas.

“Eu não espero nada. Há quanto tempo a gente vem fazendo a mesma coisa, com os mesmos ideais e não acontece absolutamente nada? Isso vem desde os dirigentes menores até o maior. Eu não confio em nenhum deles. Eu coloquei na minha cabeça que tenho de trabalhar mais se quiser alcançar algum objetivo, porque dos políticos não podemos esperar nada”.

Antônio Paulo Muniz, 56 anos, pintor de parede, Paissandu

“Que pague as dívidas interna e externa. Estas dívidas estão um horror e no futuro quem vai pagar é o povo. Nós devemos ter cuidado com essas dívidas, que são muito grandes. E isso quem sempre paga é o povo”.

José Carlos Ferreira Barbosa, 63, aposentado, Centro

“Eu espero o melhor. Para isso eles estão aí, colocando seus programas para todos nós. Cada um escolhe de acordo com suas convicções. Eu acho que agora o Brasil precisa de uma figura feminina para mudar o panorama”.

Francisco Eugênio Gripp, 65, funcionário público federal aposentado, Amparo

“Eu espero que dê continuidade aos programas sociais que o governo do Lula têm feito. Que não tenha mais corrupção, porque a gente ouve um escândalo após o outro e fica tudo por isso mesmo. Mas a gente sabe que o governo fez e melhorou muita coisa, mas ainda tem muito campo para avançar. Acho que a Saúde e a Educação precisam melhorar. É falado que foram geradas milhões de vagas de emprego, mas é preciso investir em qualificação, cursos técnicos. Eu acho que hoje um curso técnico prepara tão bem quanto um curso de graduação, e a vantagem do curso técnico é que a mão de obra fica pronta rápida, com menos tempo, e aí se fomenta o crescimento e o desenvolvimento, tira as pessoas da informalidade e lhes dá mais oportunidade. Acho que o caminho é o emprego”.

Luiz Gustavo de Oliveira e Silva, 38, consultor de empresas, Olaria

“Há muito anos venho sempre pensando nisso: o nosso país é um país de doutores. O sujeito aqui só tem valor se se formar em alguma coisa. E o ensino profissionalizante nas escolas públicas, que era essencial, nunca houve. Então eu acho que o próximo governo deveria investir no ensino profissionalizante nas escolas públicas, principalmente. Deveria estimular o indivíduo a ter uma profissão, mesmo que não seja com um diploma de curso superior, e que possa ganhar sua vida trabalhando dignamente, com salário compatível. Além de Educação e Saúde, que é o que todo mundo quer, precisa e almeja”.

Sebastião Corrêa de Mendonça, 62, zelador, Granja Spinelli

“Em primeiro lugar espero que, se for a candidata do governo, que cumpra o que promete, de manter o que o atual governo tem feito. E se, por acaso, o candidato da oposição vier a vencer, que ele, de certa forma, continue e não pare o que está sendo bem feito, e que implante também o que ele pretende fazer de mudanças, o que ele propõe a fazer melhor do que o atual governo. Se a gente pegar aí os últimos oito anos é inegável que o Brasil teve um crescimento muito grande. Então, que se mantenha assim por mais quatro. E que ainda tenhamos os benefícios do que está em evidência: a exploração do pré-sal, além das campanhas sociais de combate à pobreza. Tudo isso é importante que seja mantido e melhorado, se possível”.

Paulo Cesar Barbosa, 31, diagramador, Macuco

“Que o próximo presidente dê prosseguimento ao processo democrático do país, que a gente consiga ter mais liberdade e que a educação seja a prioridade do próximo governo. Com educação a gente consegue transformar este país”.

Uderson Meneghite, 36, professor, Varginha

“Eu espero que seja, pelo menos, coerente para que dê atenção ao trabalho, à segurança e à má divisão de salários e renda. A renda esta mal distribuída. Que possa valorizar mais o salário mínimo. E que possa ser sincero, não faça nada às escondidas, que não aplique uma suposta ditadura para a gente”.

Moisés Louvise Inácio, 48, contador, Vilage

“Eu espero que olhe principalmente pela saúde do brasileiro, que é um setor que hoje está deixando muito a desejar. Que olhe pela educação também. Basicamente isto, tendo educação e saúde, o resto depois o povo consegue”.

Suzana Barroso, 25, jornalista, Centro

“Que mude a lei e acabe com esse negócio de quem é pensionista não poder casar de novo porque perde a pensão. Se somos viúvos de gente do Iperj não podemos casar de novo porque perdemos a pensão. Eu acho que isto não é certo. E que o novo presidente faça alguma coisa por Nova Friburgo, que está muito largada. Que atenda aos pedidos dos governantes da nossa cidade. E que melhore o nosso salário também”.

Lúcia Helena da Silva Saldanha, 58, pensionista, Centro

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