Ponto nevrálgico

quinta-feira, 23 de julho de 2015
por Jornal A Voz da Serra

O INVERNO segue em frente sem que até o momento a temporada seca traga problemas mais graves com as queimadas que costumam ocorrer nesta época do ano, como se carregássemos sozinhos a culpa pelo desleixo da Humanidade com o meio ambiente. Temos a nossa culpa, sim, mas não tanto assim. Até agora, nenhum crime inescrupuloso de grandes proporções para a natureza foi cometido, felizmente.

POR ENQUANTO a ausência de chuvas permite que se prossigam as obras necessárias e algumas até concluídas melhorando a infraestrutura do município no enfrentamento desse constante problema — as enchentes. Estamos incluídos em alguns projetos do governo estadual e isto poderá significar o fim de um dos mais graves problemas da cidade.

SE AS PROVIDÊNCIAS estão sendo tomadas, palmas para quem as coordena, porém, nem só de grandes obras vive a administração e a carreira dos políticos, muito menos a população. Um assunto que não combina com a chuva friburguense, muito menos o frio, embora não seja tão complexo nem caro assim, diz respeito aos abrigos para passageiros nos pontos de ônibus da cidade. Como existem os “sem tudo”, somos também, “sem abrigos”.

A QUESTÃO mais polêmica diz respeito aos abrigos que ainda não foram instalados para proteger usuários das linhas intermunicipais que são utilizadas em Nova Friburgo. Desde que ocorreu a decisão da prefeitura de retirar do centro da cidade tais linhas, estes usuários vêm sofrendo com a falta de abrigos ficando ao relento sob chuva, sol e frio conforme mostrou reportagem de ontem neste jornal.

ASSIM COMO ELES, a população friburguense também enfrenta o mesmo problema. Não cabem todos os usuários nos modestos abrigos, existentes desde o governo do ex-prefeito Paulo Azevedo e que ao longo dos anos só fazem deteriorar. Os abrigos são pequenos para a expansão urbana de Nova Friburgo, novos bairros, novos endereços. Trabalha-se em Olaria e reside-se em Conselheiro Paulino. Estudam no Centro e moram no Córrego Dantas.

ESTES SÃO alguns exemplos que mostram o vai-vem da população; trabalhadores, estudantes, idosos, todos enfim dependem do transporte coletivo e todo o seu aparato. Os abrigos, assim como as calçadas em seu entorno, fazem parte do conforto do sistema de transporte público. O friburguense não pode ficar desabrigado quanto à solução para esta simples, porém importante questão. 

EMBORA SE reconheça o esforço da secretaria de Ordem e Mobilidade Urbana em facilitar o trânsito na cidade beneficiando os motoristas, os usuários do transporte público devem também ser beneficiados. Usando mais ônibus significa menos automóveis em circulação. Cada vez mais devemos dar preferência ao coletivo, em detrimento do transporte individual. 

 

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