Pesquisa sobre centenário da indústria em Nova Friburgo leva Firjan a conversar com alunos de História da FFSD

segunda-feira, 10 de outubro de 2011
por Jornal A Voz da Serra

Marcia Savino

Um momento histórico. Assim é possível classificar a visita de representantes da Firjan Regional ao Departamento de História da Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia, na última segunda-feira, 3. Alunos de História, ao lado dos professores João Raimundo e Ricardo Costa, tomaram conhecimento dos detalhes do projeto da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) para a comemoração do Centenário da Indústria de Nova Friburgo, que acontece este ano.

A visita à faculdade teve o objetivo de apresentar aos alunos o projeto da Firjan de pesquisar e contar a história da indústria do município até os dias de hoje. “Sabemos que o trabalho dos historiadores cobre apenas o período inicial da industrialização da cidade. Queremos ampliar a pesquisa e estendê-la até os dias de hoje”, disse o coordenador do Comitê Centenário da Indústria de Nova Friburgo, Antônio Carlos Cordeiro. A intenção da Firjan é estabelecer uma parceria com a faculdade e custear a pesquisa, na qual os alunos de História foram convidados a participar.

Vicente Ribeiro, presidente da Firjan Regional, esteve presente apoiando a iniciativa. “É muito importante conhecer o nosso passado. Esse trabalho é da maior importância para Nova Friburgo, uma cidade de grande base industrial”, lembrou ele. Os alunos puderam conhecer um pouco mais da estrutura e funcionamento da Federação das Indústrias, através de uma apresentação do gerente regional, Gustavo Perrone. “O índice de postos de trabalho gerados pela indústria em Nova Friburgo é alto, se comparado aos números do estado ou do país: chega a 41% do total de empregos formais do município”, afirmou ele.

O professor Ricardo Costa destacou algumas linhas possíveis de pesquisa. “A formação da indústria de Nova Friburgo e o movimento operário já estão bem cobertos pelas pesquisas existentes. A partir de 1947, a Associação Comercial assume papel de destaque. Nos anos 40 e 50, dá-se a formação de novas indústrias. Entre os anos 60 e 90 ocorreram o momento de expansão e consolidação da cidade industrial, seguido pelas crises e surgimento da indústria de lingerie”, explicou. “Para os estudantes, participar de uma pesquisa como essa é uma experiência que eles podem levar para toda a vida”, finalizou o professor.

“A ideia é que a pesquisa retrate uma visão plural, não apenas patronal”, afirmou Antônio Carlos. “Vamos construir um arquivo, uma referência. Acho isso tudo muito animador”, afirmou Vicente Bastos. Alunos de Comunicação da Universidade Cândido Mendes também serão convidados a integrar o projeto. A exposição comemorativa do Centenário da Indústria, em parceria com a Energisa, já tem data marcada: terá início no dia 4 de novembro.

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