Perdeu seu animal de estimação? As redes sociais podem te ajudar

Desde 2013, cerca de 250 animais foram adotados ou encontrados por seus donos, através de projetos de apoio à causa animal, em Nova Friburgo
segunda-feira, 24 de abril de 2017
por Guilherme Alt
Ewerton, do Cadê meu Dog?, ao lado dos seus bichos de estimação (Foto: Arquivo pessoal)
Ewerton, do Cadê meu Dog?, ao lado dos seus bichos de estimação (Foto: Arquivo pessoal)
Através das redes sociais, projetos e grupos de pessoas ajudam animais perdidos ou abandonados a (re)encontrar um lar. Criada em julho de 2013, a página do Facebook Cadê Meu Dog? conta com um grupo de aproximadamente 30 pessoas. A fanpage já passou das dez mil curtidas e é responsável por ajudar outros projetos como Projeto Amicão & Amicat e o Abrigo da Cristina Paxeco.

“O que fazemos é por amor, está no sangue”
Um dos administradores, o empresário Ewerton Miler, afirma que apesar de o projeto ter como ideia principal ajudar animais perdidos, atualmente, os casos mais comuns são de abandono. “É cada vez maior em nosso município o número de casos de abandono. O projeto não recolhe animais e nem mantém abrigo próprio. Trabalhamos pelos animais e não com animais.”

Cães e gatos perdidos dominam as páginas do Cadê Meu Dog? e, em média, levam de cinco a sete dias para serem resgatados. Só através da fanpage, cerca de 250 animais foram adotados ou reencontrados, em quase quatro anos.

A boleira Edileuza Winter e o mecânico Felipe Amaro são exemplos de pessoas comprometidas com a causa animal. O casal adotou dois cachorros e dois gatos e, por vezes, abrigam outros animais em caráter temporário. “O que fazemos é por amor, está no sangue. Achamos os animais através de grupos de WhatsApp e na mesma hora nos prontificamos a ficar com eles”.

Foi através da contadora Janaína Alves, muito atuante na proteção animal, que o casal adotou seus quatro bichos. Janaína é uma das referências na cidade quando se trata de adoção e, assim como Ewerton, faz das redes sociais sua principal ferramenta. “Tenho ajuda de alguns veterinários, amigos e várias pessoas das redes sociais, que me apoiam e acreditam no meu trabalho e dos demais protetores”, diz.

De acordo com Ewerton, quem move o projeto são amigos e pessoas que vestem a camisa e compartilham os casos publicados. “Me sinto honrado em poder ajudar tantos cães e gatos perdidos e abandonados. Somente o que sinto justifica o que faço. Vale a pena”, conclui.

Foto da galeria
Janaína Alves é uma das referências na cidade quando se trata de adoção (Foto: Arquivo pessoal)
TAGS: causa animal