A passos lentos

quinta-feira, 08 de outubro de 2015
por Jornal A Voz da Serra

A QUESTÃO DO descarte de resíduos líquidos e sólidos—o lixo nosso de cada dia—é um dos maiores problemas da sociedade moderna. A cada ano produzimos, cada vez mais, toneladas de dejetos: restos de comida, embalagens plásticas, coisas que não queremos ou não servem mais. A reciclagem deste material, além de ser uma solução ecologicamente correta, vem despontando como um mercado promissor—porém, infelizmente, muitos governos e empresas não se deram conta dessa mina de ouro que está na lata do lixo.     

O BRASIL deu um passo importante em sua política ambiental, ao criar a Política Nacional de Resíduos Sólidos, durante o governo Lula, estabelecendo um marco regulatório na área de resíduos sólidos. Pretende a lei incentivar a reciclagem de lixo no país e o correto manejo de produtos usados com alto potencial de contaminação. Assim, obriga os fabricantes, distribuidores e vendedores a recolherem embalagens usadas. A medida vale para materiais agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos.

OS AVANÇOS da política ambiental brasileira deveriam beneficiar também Nova Friburgo, incentivando a um maior cuidado com o rico patrimônio natural que o município possui. O cuidado com o lixo é uma extensão da preocupação da sociedade com a melhoria da qualidade de vida, com a alarmante situação ambiental em todo o planeta, a questão climática e a preocupação com o futuro dos nossos descendentes. Porém, infelizmente, não nos beneficiamos da legislação.

O LIXO reciclado em Nova Friburgo não é adotado e estamos distantes das atitudes ecologicamente corretas desejadas pela sociedade. Por questões diversas, da falta de interesse individual à coleta seletiva por todos os bairros, o município ainda não se adequou à nova prática. Para uma cidade com fortes vocações turísticas e ecológicas, tal atitude ampliaria ainda mais a imagem de Friburgo por sua qualidade de vida.

CABE AOS governantes, políticos e planejadores a tarefa de liderar esta mudança, oferecendo alternativas que beneficiem a população, ao tempo em que cria mecanismos mais eficientes de proteção ambiental. É uma tarefa para todos nestes tempos de preocupações com a sustentabilidade e a qualidade de vida das populações. Fica o alerta.

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