Palco Giratório traz espetáculos renomados ao Sesc Friburgo

Dança do Macapá, teatro de papel de Manaus e circo-teatro do Rio Grande Sul serão apresentados em agosto e setembro
terça-feira, 06 de agosto de 2019
por Jornal A Voz da Serra
Cena de
Cena de "Das cinzas coração" (Foto: Adriana Marchiori/ Divulgação)

O projeto de artes cênicas Palco Giratório, realizado pelo Sesc há 22 anos, chega a Nova Friburgo este mês para mais uma edição. O evento leva ao público uma série de atrações nas unidades do Sesc espalhadas pelo estado, que envolvem dança, circo, teatro e música, além de oficinas teatrais e ações de intercâmbio com companhias do Rio de Janeiro e de outros estados brasileiros.

A primeira apresentação do projeto neste mês em Friburgo será o solo teatral “A Mulher do Fim do Mundo”, no qual uma mulher se depara com a existência de um corpo que respira a cada segundo para se manter em pé. Nesse estado existencialista, estabelece um diálogo visceral e direto do corpo com outros corpos, validando a existência desses vários corpos, atravessando gerações de flagelados sociais. O espetáculo de dança do Macapá será apresentado no próximo domingo, 11, às 16h, na unidade local do Sesc, na Avenida Presidente Costa e Silva, 231. Ingressos no local. 

“Vestido Queimado”, narrativa fantasiosa sobre a amizade entre duas pessoas, é resultado de um projeto de pesquisa cênica da companhia Soufflé de Bodó. O teatro de papel é uma forma estética e prática de contar histórias que nos interessou bastante, pelo relativo ineditismo na região Norte. A peça de Manaus chega ao palco do Sesc Nova Friburgo, no próximo dia 25, às 16h.

Do Rio Grande do Sul vem a peça “Das Cinzas Coração” para apresentação no Sesc Nova Friburgo no dia 1º de setembro, às 17h. Qual o sentido de, em pleno século 21, num espetáculo de circo-teatro, usar a linguagem do cinema de 100 anos atrás para contar uma história de opressão feminina passada em 1920? É que estas cenas seguem reencenadas na vida real, em todo canto, todas as classes sociais e orientações religiosas ou políticas. O espetáculo brinca que é cinema mudo em preto e branco, com trilha ao vivo feita por um pianista como os da época. 

O Palco Giratório é um projeto consolidado no cenário cultural brasileiro e de importância especial para municípios do interior, cujas populações encontram mais dificuldade em acessar uma produção artística diversificada e continuada. A grande capilaridade do Sesc possibilita que todos os estados brasileiros recebam o projeto. Cada vez mais alcança não apenas as capitais, mas também as pequenas cidades, descentralizando a arte e estabelecendo outras redes de circulação e intercâmbio no país.

Esta é a 22ª edição do Palco Giratório. De acordo com o Sesc, o projeto é a maior iniciativa de circulação de espetáculos do Brasil, promovendo um intercâmbio riquíssimo entre grupos de todo o país. Nestes 22 anos, foram realizadas 642 apresentações e 1.382 horas de oficinas, realizadas por 20 grupos artísticos, alcançando 138 cidades brasileiras.

Os artistas desta edição foram selecionados por meio de uma curadoria formada por 33 profissionais do Sesc de todo o Brasil. A partir de critérios como diversidade de linguagem, regiões do país, faixa etária e trajetória dos artistas, a curadoria mapeia questões e tendências latentes no contexto atual das artes cênicas brasileiras. A programação completa em outras unidades pode ser conferida em sesc.com.br/palcogiratorio. 

 

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