Eu te escolhi. No meio da multidão, no ambiente da festa do caos—eu te escolhi! Te escolhi quando te encontrei! E te escolhi não pela pele ou beleza, mas pela alma! Te escolhi como se a flor pudesse escolher o beija-flor. Te escolhi, como se pudesse depois de escolher, escapar dos seus trajes e trejeitos que inundam a passarela do meu destino! Isso não é possível em se tratando de você. O que me faz feliz agora? Acham, apenas supõem, sem saber que o que me faz feliz é beija-flor.
Asas velozes que as fotografias não captam. Alma ligeira que quase ninguém consegue ler! Eu te leio! Eu te escolhi, e, estou aqui à espera para você me escolher também! Sei que palavras, só palavras, não vão adiantar, tampouco flores e surpresas novas! Mas tento te falar à alma e te tocar, te conquistar, te dar tudo para quem sabe eu ganhar o mundo que vejo em seu olhar—os meus sonhos, seus sonhos de felicidade que fica!
Fica mais um pouquinho! Já são 11 horas! Suas asas me escapam, me escapa a felicidade que vai ainda que instalada em meu peito fique.
Beija-flor não tem medo, ainda que tema as questões! Temerá as respostas mais do que as questões? Vencerá os medos mais do que a implicância de ser livre? Livre para voar, livre para ser feliz! Voa... Pelos ares da plenitude de quem tem mais necessidades do que desejos. Beija-flor tem necessidade de voar! Eu tenho necessidade de te amar vezes amar porque enxergo além das asas velozes, do olhar ingênuo e bondoso—a alma! É por ela que me apaixono e me apaixono de novo mesmo depois das folhas secas despedaçarem para virar adubo no ciclo sem fim da vida! É assim que quero que seja o nosso amor! Que não passe num instante e que seja mais do que esse instante de beija-flor que beija a flor sorridente por ser visitada por anjo terno que transforma o comum em formidável e impede que qualquer dia seja exatamente comum. Não existe dia comum quando beija-flor.
O mundo gira e eu fico. Você teme e eu vou. Somos segredos, pecado. O medo, às vezes estagna, mas responde. Não as suas questões, não as minhas respostas, mas o que temos na alma!
Nossas essências são confusas. Nosso beijo não dado é demorado. O que será? Já não sei o que quero, mas sei o que não quero. Não quero perder você! É necessidade! Beija-flor! Nunca conheci ser mais encantador. Confesso que já pensei em desistir, mas me faltou a coragem! Fascina o seu voar, impregna ver você no palco azul da vida refutando a física e ensinando a ciência. Com suas racionalidades sensíveis me deixo guiar pela lua cheia e refuto a sua educação, recuso a curiosidade em saber das suas histórias tristes que não se sente seguro para me contar. É difícil fotografá-lo! Mas insisto em conquistar suas cenas. A facilidade está mais para a fatalidade e não é fatalidade o nosso encontro—beija-flor.
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