Os Focas - 29/09/2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012
por Jornal A Voz da Serra
Os Focas - 29/09/2012
Os Focas - 29/09/2012

Léo que derreta na redação! (Mas vamos orar da praia)

Léo Lima volta na semana que vem sem aquele bronzeado de escritório. Ele aproveitou os últimos dias de inverno para finalizar seu tour pelas praias do litoral brasileiro em grande estilo, com esse calor dos cascos do capeta que estava fazendo. No verão ele vai derreter na redação, coitado! Estaremos orando por ele. Da praia.


O doce caminho da comunicação

Priscilla Franco

Onde há convivência a comunicação se faz necessária. Biólogos já mostraram que mesmo entre animais, alguns códigos são utilizados para transmitir informações entre indivíduos, para facilitar sua convivência. Mas nenhum outro ser conseguiu desenvolver suas maneiras de comunicação como fez o homem.
Grande parte das datas relacionadas à evolução da comunicação é estipulada, mas é certo que ela já existia muito antes de poder ser documentada. Ainda durante a pré-história, o homem começou a dominar a natureza, fabricar seus utensílios, usar trajes para se proteger do frio e desenvolver a linguagem para se comunicar.
No período Neolítico, os seres humanos passaram a viver em grupos maiores, e a comunicação era expressa através das técnicas de gravar o cotidiano em ossos, pedras e madeiras, e surgiu ainda a modelagem em argila. Na Idade dos Metais, as civilizações já viviam em centros urbanos e o homem descobriu a importância de morar próximo a fontes de água potável.
Quando a escrita finalmente surgiu, na Mesopotâmia e no Egito, colocou fim ao período pré-histórico e se firmou como uma das maiores de todas as invenções da humanidade. Até essa técnica se tornar acessível, porém, outros milhares de anos se passaram.
Se o surgimento da escrita marcou o início da história, a capacidade de reproduzir os escritos, ilustrações e símbolos permitiu difundir a informação e alterar o modo de viver e de pensar de toda a sociedade. O primeiro livro impresso no mundo surgiu na Coreia, cerca de oitenta anos antes da impressão da Bíblia. O que muitos não sabem é que o primeiro noticiário veio ainda antes disso, em 59 A.C., por iniciativa do imperador de Roma, Julio César. Ele queria informar aos súditos sobre os mais importantes acontecimentos sociais e políticos, e para isso criou o Acta Diurna.
A humanidade viveria ainda outras muitas centenas de anos até a invenção do rádio, cuja primeira transmissão data do ano de 1.900. A televisão surgiu pouco tempo depois, em 1.924, permitindo a técnica revolucionária de transmissão de imagens e sons.
E pensar que a humanidade precisou evoluir por milênios até que nós pudéssemos assistir ao Domingão do Faustão, não é verdade?


LEMBRA DISSO?

Amine Silvares

A Xuxa tá morena. Mas, no seu auge, a rainha dos baixinhos era loira, tinha cabelos na altura dos ombros e usava roupas que deixariam até a Lady Gaga com desgosto. Eu raramente prestava atenção aos programas. Vi muito pouco do Xou da Xuxa (aquele com a nave) e do Xuxa Park. O que eu gostava mesmo era das músicas!
Ela lançou seu primeiro disco, intitulado “Clube da Criança”, em 1984. Vendeu rios e de quebra ainda ajudou a lançar “O Trem da Alegria”. Na verdade, quem lançou os dois foi Michael Sullivan, grande compositor recifense que escreveu mais de 350 canções infantis para a Angélica, Os Trapalhões, Mara Maravilha, TV Colosso, Palhaço Bozo, He-Man, Família Dinossauro, Thundercats, Cavaleiros do Zodíaco, além de outros grandes sucessos.
Mas as músicas da Xuxa são, provavelmente, as que ficaram mais famosas. “Arco-Íris”, “Lua de Cristal”, “É de Chocolate”, “Parabéns da Xuxa” (ô, inferno!) e “Brincando de Índio” (que tem um vídeo constrangedor no YouTube que conta com a participação de índios de verdade no programa da Xuxa) foram algumas das colaborações da apresentadora/modelatriz/cantora com Sullivan. No entanto, seu maior sucesso, a música mais tocada nas rádios brasileiras em 1988, foi “Ilariê”, composição de Cid Guerreiro. Já naquela época, uma ala religiosa conservadora pregava que quando a música era tocada ao contrário, podia-se ouvir uma mensagem de louvor ao Tinhoso. Como se alguém tivesse um tocador de discos pra ouvir músicas ao contrário (eu tentei e no meu não funcionava). Aham, Cláudia. Senta lá.
Ao todo, a Rainha dos Baixinhos já lançou 28 álbuns de estúdio (os Beatles só lançaram 13) e ela tem quatro discos entre os 10 nacionais mais vendidos no país em todos os tempos. Nos últimos anos, ela se voltou ao público infantil com muito mais força, deu uma repaginada no visual (botas 7/8 com shortinho não pode mais) e agora faz sucesso com a franquia “Só para Baixinhos”.


LER, VER, OUVIR

João Clemente

Ler: Já que os beats estão na moda, nada melhor do que aproveitar para indicar um dos precursores desse tipo de literatura moderna americana, que é o Henry Miller. A começar por “Trópico de Câncer” (Tropic of Cancer), de 1934, que narra o período em que o autor morou em Paris, sem muito glamour, em meio a bebedeiras e falta de dinheiro. Miller tem uma escrita despojada, rápida, sem preocupações com sequência e linearidade, muitas e muitas vezes engraçada, em que parece não haver qualquer tipo de preocupação com julgamentos morais vindos da parte do leitor.

Ver: “A Festa de Babette” (Babettes gæstebud) é um filme dinamarquês de 1987, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro. A história se passa em um pequeno povoado costeiro da Dinamarca, em torno das filhas de um já falecido líder religioso, que tentam manter vivos seus ensinamentos e costumes, inclusive reunindo-se com seus seguidores. Nesta casa também mora Babette, uma francesa refugiada e que naturalmente é o elemento subversivo da história. “A Festa de Babette” um filme sensível e profundo; é um desses filmes que têm “moral da história”.

Ouvir: Eis que em meados dos anos 90 surge uma banda no Reino Unido com forte influência dos Beatles e das guitarras de Jimi Hendrix—e muita música indiana. Trata-se do Kula Shaker, quinteto liderado por Crispian Mills, que terminou ali mesmo no fim daquela década, mas volta e meia ressuscita (talvez eles estejam na ativa neste momento.) Seu disco de estreia, “K”, é uma obra-prima que todo fã de rock clássico e/ou psicodélico deve escutar. É difícil até mesmo destacar uma canção específica, já que é daqueles discos que todas as músicas são boas, indo do rock intenso guitarreiro a ambiências indianas e coros, com cítaras, tablas... Discaço.

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