Ah, tá, é fantástico!
O que foi a eleição do maior brasileiro de todos os tempos do SBT? Todo mundo sabe que o maior brasileiro de todos os tempos é o Silvio Santos, mas, por pura ética, ele proibiu que funcionários da emissora participassem da escolha. Chato, mas fazer o quê? Enfim, não é fantástico que o Luan Santana esteja à frente do Tom Jobim?
Frioburgo
Priscilla Franco
Pode perguntar a todo o povo fluminense: ninguém entende mais de inverno do que nós. Somos graduados em sofrer choque térmico ao levantar da cama, experts em dirigir na neblina de manhã cedo, mestres em artimanhas para nos manter quentinhos, e mesmo assim, como sofremos com o frio! Se você é turista e está por aqui aproveitando este climinha glacial, por favor, pule esse texto. O “lembra disso”, lá em baixo, está sensacional!
Amaldiçoo todos os dias o despertador. Ele teima em me dizer que amanheceu quando lá fora ainda está escuro. Ao levantar da cama, mirar bem o chinelo é questão de sobrevivência. Dá uma sensação de morte quando o pé quentinho encosta no chão frio.
Na hora do banho, fico pensando em convidar o fabricante de chuveiro para uma temporada em Nova Friburgo. Ele teria uma concepção diferente do que deveria significar a posição “inverno”. Lá vou eu enfrentar o meu dia, depois de secar roupa limpa com o ferro e com os cabelos eternamente úmidos.
Dois pares de meia não dão conta, e só o café melhora meu humor. Se não fizer sol até o meio dia eu juro que posso congelar. O frio faz parte ainda de cada princípio de conversa, na rua, no telefone, no Facebook. Está pelas vitrines da cidade, convidando a comprar mais um casaco. Até que não seria má ideia!
Se voltar para a casa à noite é um alívio, uma sopinha sempre cai muito bem. Em seguida vou enfrentar as cobertas, e demorar algumas horas para ficar confortável. Quando o sono finalmente chega, no único momento quentinho da rotina, é só contar até cinco para o despertador tocar outra vez!
Sabe, quando eu era pequena, me ensinaram um truque bacana para manter os pés quentinhos: forre os sapatos usando uma folha de jornal. Hei, espera aí! Termine de ler Os Focas primeiro!
MINUTO ESPORTIVO
Leonardo Lima
Todo ano é a mesma coisa. O campeonato começa desinteressante, com várias equipes ainda na disputa da Copa do Brasil e da Taça Libertadores e só lá para o final do primeiro turno ele começa a empolgar. De fato, nem todas as 38 rodadas do Brasileirão atraem os torcedores. Um exemplo disso é o Corinthians, que enquanto estava na disputa pela conquista da América, escalou os reservas nos primeiros jogos e chegou a ocupar a última posição. Alguém se preocupou com isso? Não, ninguém.
Da mesma forma que estar na zona de rebaixamento nesta altura pode não significar tanto, estar entre os líderes também pode ser algo apenas momentâneo. São Paulo, em 2008, e Flamengo, em 2009, deram grandes arrancadas e conquistaram o título de maneira improvável, tendo em vista que ambos estavam distantes dos primeiros colocados. Em contrapartida, o Botafogo fez o oposto em 2007. Liderado por Dodô, o alvinegro se isolou na ponta e foi apontado por muitos como o campeão daquele ano. No entanto, após um péssimo segundo turno, a equipe não conquistou em mesmo uma vaga na Taça Libertadores.
Neste ano, o que se pode imaginar é que os cariocas Fluminense e Vasco têm elenco e futebol para continuar entre os postulantes ao título. Principalmente o Tricolor das Laranjeiras, que possui um dos melhores plantéis (se não o melhor) de todos os clubes brasileiros. O Vasco aposta no entrosamento da equipe, que desde o ano passado vem realizando boas campanhas, e na experiência dos ídolos Felipe e Juninho Pernambucano. Ao Botafogo resta a dúvida se o time conseguirá manter uma regularidade. Enquanto continuar com a sua síndrome de Robin Hood, ganhando das equipes mais fortes e entregando pontos para as mais fracas, não dará para apostar no Glorioso como favorito. O Flamengo é um caso à parte. Além de ter um elenco mais fraco, carente de bons jogadores especialmente no setor defensivo, o ambiente no clube ferve, ainda mais em ano de eleições presidenciais.
Porém, para ter sucesso, os cariocas têm pela frente diversos concorrentes. Não dá para apontar o principal, tendo em vista justamente o equilíbrio dos times e a fase inicial do campeonato. Após o encerramento do período de transferências é que as coisas começarão a clarear e o Brasileirão a pegar fogo. Façam suas apostas. O campeonato promete!
LEMBRA DISSO?
Amine Silvares
José Abelardo Barbosa de Medeiros, o Chacrinha, foi um grande radialista e o mais popular apresentador de televisão brasileira. Ele começou sua carreira ainda na década de 50, na rádio Tupi, e continuou até o final da década de 80, na TV Globo, quando morreu de infarto.
Chacrinha foi responsável pelo lançamento de muitos sucessos musicais brasileiros, como “Estúpido Cupido”, de Celly Campelo. Quando foi para TV, ele deu início ao seu famoso show de calouros que revelou grandes nomes como Robreto Carlos, Raul Seixas e Perla.
Há quem diga que a TV piorou, que agora é só pouca vergonha e talvez isso seja verdade. No entanto, Chacrinha vinha, muita antes do programa Pânico, criando situações inusitadas e constrangedoras com membros de sua audiência. Em um quadro famoso, havia um desafio de se tomar um copo de óleo de bacalhau, conhecido por suas propriedades atuantes nos intestinos. Chacrinha desafiava qualquer um a tomar um copo e permanecer 10 minutos no palco do programa. Porém o desafio nunca foi vencido, já que todos que tentavam precisavam correr para o banheiro antes mesmo de terminar o primeiro gole.
Dentre seus bordões mais famosos estão “Teresinha!”, “Vocês querem bacalhau?”, “Eu vim para confundir, não para explicar!” e “Quem não se comunica, se trumbica!”. Dentre as incríveis personalidades que participavam de seus programas estavam Elke Maravilha, Rogéria e Pedro de Lara, e as Chacretes rebolativas, equivalentes às coleguinhas de palco do Luciano Huck hoje em dia. Chacrinha morreu em junho de 88 de infarto do miocárdio e insuficiência respiratória.
LER, VER, OUVIR
João Clemente
Li: “WikiLeaks—A Guerra de Julian Assange contra os Segredos de Estado” (2011) é um livro escrito por dois repórteres do jornal inglês The Guardian sobre a trajetória de Julian Assange—hacker australiano fundador e editor do WikiLeaks, um site que mal nasceu e já acabou, mas que marcará para sempre a história mundial como o responsável pela maior divulgação de documentos secretos de todos os tempos. Foram milhares de telegramas diplomáticos e vídeos que vazaram e que foram publicados no site—o mais famoso deles o de soldados americanos em um helicóptero atirando em jornalistas no Iraque, acreditando serem eles combatentes de guerra. O livro mostra os bastidores destes vazamentos e também o dia a dia de Assange —que mais parece ter saido de um livro de James Bond.
Ver: Jovens Adultos (Young Adult) (2012). Charlize Theron interpreta Mavis Gary, uma escritora de livros para “jovens adultos” que resolve voltar à sua cidade natal e reconquistar seu namoradinho da época da high school, que agora está casado e acaba de ser pai. Mavis, em uma bolha de ilusão romântica semelhante à dos personagens que ela inventa, acredita que ele está infeliz e no fundo também quer ela. Um filme para a geração que cresceu nos anos 90.
Ouvir: Led Zeppelin é definitivamente uma das bandas de rock mais queridas dos friburguenses—e a inspiração para toda uma corrente de bandas daqui, como Gnose, Madre, etc. São gerações e gerações que cresceram ouvindo discos do Led Zeppelin e eu tenho pelo menos umas dez lembranças da minha vida, ambientadas em rodas de violão, em torno de fogueiras ou não, nas quais alguém puxou uma “música do Led” e o povo cantou junto. Este álbum, Led Zeppelin II (1969), pode não ser sua obra-prima, como talvez seja o “IV” ou “Physical Grafitti”, mas é, em minha opinião, o mais direto ao assunto no quesito rock’n’roll. Riffs de guitarra, dinâmicas, refrões, etc... Nele se consolidam formas que não estavam ainda tão bem definidas no primeiro disco da banda. E nele estão clássicos como “Thank You”, “Whole Lotta Love”, “Heartbreaker”, “Ramble On”, “Moby Dick”...
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