osfocas@avozdaserra.com.br
Saiu Franco e voltou Novaes...
Tchaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaau, Juliana Scarini! Foi bom ter você por aqui novamente. Fique de sobreaviso porque em breve um de nós pode precisar. Não, ninguém mais da coluna pretende casar, mas as férias anuais estão aí para isso, não é mesmo? Na semana que vem quem volta é a Priscilla, que não é mais Franco, agora é Novaes. Eike beleza! A moça casou, mas vocês ainda podem contribuir com presentes para ela terminar de montar a casa. Tupperwares (pode ser Sanremo mesmo, ela não tem preconceito), pratos Duralex e talheres Tramontina são bem-vindos. A recém-casada agradece desde já.
FRASE DA SEMANA
“A verdade é que todo mundo vai te machucar, você só tem que escolher por quem vale a pena sofrer”
Ayrton Senna
LEMBRA DISSO?
Leonardo Lima
No último dia 1º de maio o mundo do automobilismo completou 18 anos sem um de seus maiores expoentes. Há quase duas décadas, Ayrton Senna da Silva perdia o controle do carro na, desde então, famosa curva Tamburello, no GP de Ímola na Itália. Ali, o Brasil via o fim da trajetória do seu maior ídolo da época. Era o fim de uma época romântica da Fórmula 1, onde a habilidade e bravura dos pilotos conseguiam compensar a inferioridade de seus carros. A maior categoria do automobilismo nunca mais foi a mesma depois de Senna. O brasileiro também nunca mais teve uma referência tão marcante dentro do esporte.
Assim como grande parte dos pilotos, Senna começou sua carreira competindo no kart. Em 1981, aos 21 anos, mudou para a Fórmula 3 Inglesa e se sagrou bicampeão. O bom desempenho fez o brasileiro conseguir uma vaga na Toleman, para estrear na Fórmula 1 já em 1984. Em sua primeira temporada na categoria, ele levou a pequena equipe inglesa a obter desempenhos jamais alcançadas. No ano seguinte, foi para Lotus e venceu seis corridas ao longo de três temporadas.
Em 1988, veio a grande virada na carreira de Ayton Senna. Ele se juntou ao francês Alain Prost (que seria seu maior rival nos anos seguintes) na McLaren e viveu anos vitoriosos pela equipe. Os dois juntos venceram 15 dos 16 GPs daquela temporada, e Senna conquistou o campeonato mundial pela primeira vez. Prost deu o troco em 1989, mas o brasileiro retomou o título em 1990. Na temporada seguinte, aos 31 anos, Senna faturou seu terceiro título mundial, se tornando o piloto mais jovem a conquistar um tricampeonato da Fórmula 1—façanha que ainda mantém até os dias atuais.
Mesmo com o amplo domínio da Willians a partir de 1992, ele ainda conseguiu ser vice-campeão na temporada de 93. E foi pilotando a própria Willans que Ayrton chegou ao fim de sua vida naquele que talvez seja o 1º de maio mais famoso do mundo esportivo. O legado do piloto, porém, jamais será esquecido. Sobre asfalto chuvoso, demonstrava grande capacidade e perícia, como demonstrou em atuações antológicas nos GPs de Mônaco, em 1984, de Portugal, em 1985 e no da Europa, em 1993. Até 2006, foi o recordista de pole positions e ainda detém o recorde de maior número de vitórias no badalado Grande Prêmio de Mônaco: seis. Além disso, é o terceiro piloto mais bem-sucedido de todos os tempos em termos de vitórias. Em dezembro de 2009, a revista inglesa Autosport publicou uma matéria onde fez uma eleição para escolher o melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. O resultado não preciso nem falar.
LI, VI E OUVI
Amine Silvares
Li: O livro mais recente da premiada escritora chilena Isabel Allende é “O Caderno de Maya”. A obra acompanha Maya Vidal, uma garota de 19 anos, solteira, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida em Berkeley, Califórnia. Após a morte de seu avô, ela foge de casa, trabalha vendendo drogas, mora nas ruas e fica viciada. Para fugir de traficantes, ela viaja para o Chile e começa uma jornada de autodescoberta, amor e desamor, conhece o misticismo do povo chileno, a história da sua família e a história da ditadura no Chile, liderada pelo general Pinochet. O livro custa em média R$50. Em tempo: Isabel é sobrinha de Salvador Allende, ex-presidente chileno que foi assassinado durante a ditadura no Chile.
Vi: Comecei a ver recentemente a série Mad Men. O cenário é uma agência de publicidade nos Estados Unidos, mais especificamente na Madison Avenue, em Nova Iorque, no começo da década de 1960. Tudo acontece antes da eleição do presidente John F. Kennedy, Guerra do Vietnã e surgimento dos movimentos sociais. O personagem principal é Don Draper, um charmoso e bem-sucedido publicitário que não gosta de falar sobre seu passado. Ele tem tudo que é tido como pré-requisito para a felicidade: um bom emprego, um bom salário, uma esposa bonita, uma casa confortável e filhos saudáveis. No entanto, ele luta com seu passado e tenta administrar diferentes personagens que ele mesmo criou para si. A série também mostra um importante momento histórico na história americana e a sociedade da época. Com belos cenários e figurinos, a quinta temporada está no ar. Cada temporada tem 13 episódios.
Ouvi: O rapper Adam “MCA” Yauch do grupo de rap Beastie Boys morreu no último dia 4 de câncer da glândula parótida. No ano passado, no entanto, o grupo lançou seu oitavo álbum de estúdio, o “Hot Sauce Committee Part Two”. Os rappers Nas e Santigold fazem participações nas músicas “Too Many Rappers” e “Don’t Play No Game That I Can’t”, respectivamente. Mantendo o bom humor sempre, as rimas espertas e a sonoridade barulhenta, o disco lembra um pouco os trabalhos lançados no começo da década de 90. Aliás, vale a pena escutar os outros álbuns de grupo formado por três rapazes magricelos, brancos e judeus do Brooklyn.
Deixe o seu comentário