JÁ PASSARAM UM GEL AÍ?
Léo Lima de férias e nós aqui, ralando. Ok, sem problemas. Vamos deixar nossas férias pra janeiro e fugir da cidade na época das chuvas. Aliás, já passaram um gel aí? Digo, na encosta perto da sua casa, para evitar novos deslizamentos de terra. O que você tá fazendo pra prevenir uma nova tragédia? Mande sua dica para osfocas@avozdaserra.com.br. Mas manda antes das chuvas, pra dar tempo da gente se proteger também, ok?
Passarinho: referência entre os pizzaiolos da cidade
Leonardo Lima
Antônio Nicodemos da Costa é uma daquelas pessoas que ninguém conhece pelo nome. Entretanto, quando alguém se refere a ele pelo apelido a associação é fácil: “Passarinho? O pizzaiolo da Papillon?”. Do agreste paraibano a Nova Friburgo foi uma longa jornada para ele. Aos 19 anos deixou a pequena Solânea, no interior da Paraíba, para ser mais um nordestino a tentar a sorte na maior cidade do país. “Meu sonho era construir um daqueles prédios gigantes”, conta.
Chegando à capital paulista, porém, seus planos mudaram. “Meus irmãos trabalhavam em um restaurante e conseguiram um emprego para mim. Ali aprendi a fazer pizza”, recorda Passarinho, que ganhou seu apelido justamente nesse restaurante. “Não lembro o motivo, mas começaram a me chamar assim e pegou”, diz.
A respeito de sua vinda para o interior do Rio de Janeiro, Passarinho explica que o convite foi feito por Severino, seu então gerente. “Ele tinha um amigo, que morava aqui em Nova Friburgo e estava para inaugurar uma pizzaria no estilo das que existem em São Paulo. Esse amigo pediu alguém de confiança e o Severino me indicou”, relembra Passarinho. Ele chegou a Nova Friburgo em 1984.
Há tanto tempo atuando na cidade, ele garante que nunca teve receio de passar aos outros os segredos de suas pizzas. Recentemente, voltou para sua cidade natal e ficou por lá por quase dois anos e meio. Porém, a saudade de Nova Friburgo falou mais alto. “Desde que saí de Solânea só voltei quatro vezes. Lá é muito difícil de viver, só da para trabalhar na agricultura”, afirma o pizzaiolo que é constantemente parado nas ruas. “É criança, adulto, motorista, motociclista, gente a pé, no ônibus. Tem cliente que vinha aqui quando criança e hoje traz seus filhos para comerem aqui”, relata com orgulho Passarinho, que também revela que seu prazer não é apenas fazer as pizzas, mas também degustá-las, é claro. “Só não tenho sabor preferido, gosto de todos os sabores”, admite.
FRASE DA SEMANA
“Esse povo que entra no Facebook pra ter privacidade também vai pra Groenlândia pegar praia?”
@bomdiaporque
LEMBRA DISSO?
Amine Silvares
Hoje em dia os jovens utilizam a internet para saber mais sobre o mundo, sobre sexo, música e qualquer outro assunto que lhes possa interessar. Pelo menos em boa parte da minha adolescência, eu e as minhas amigas tínhamos a Capricho, a Querida, a Atrevida e a Carícia, revistinhas voltadas para o público feminino.
A minha favorita era a Capricho, bastante diferente da revista que vejo nas bancas hoje. Muita gente não sabe, mas a publicação foi parar nas bancas inicialmente em 1952. Foi uma das primeiras no Brasil a falar sobre Aids, camisinha e gravidez na adolescência, assuntos considerados tabus. Além das matérias sobre moda e celebridades, havia uns artigos muito legais com garotas de outros países contando como era o seu dia a dia, reportagens com meninas que haviam passado por grandes traumas como acidentes e estupros, além de dicas de livros, músicas e filmes.
Lançada em meados da década de 90, a Atrevida, pelo menos na minha opinião, sempre foi mais “menininha”. Tinha uma coluna (não sei se tem mais) com a Valéria Polizzi, autora do livro “Depois daquela viagem”, que contraiu o vírus HIV aos 16 anos. A revista sempre vinha com uns brindes legais, ganhei até um balm da Gabriela Sabatini que tinha um cheirinho incrível, mas que alguém afanou.
A Querida e a Carícia começaram como revistinhas pequenas, também falando sobre celebridades, comportamento e moda. Os brindes eram de lei e o horóscopo era destaque nas capas. Para tentar ampliar seu mercado, o formato das revistas mudou, elas cresceram e ganharam nova diagramação. Pena que não deu certo e elas sumiram.
As revistas mudaram. Agora, só ídolos adolescentes nas capas, muita moda, muito estilo, muitos guias de compras e testes. Quase não há espaço pra matérias mais sérias. Uma pena, mas acho que cada publicação vai dar ao público o que ele pede. Se sobrar espaço para um pouquinho de informação/conhecimento, bem; se não sobrar, amém.
LI, VI E OUVI
Priscilla Franco
Li: Uma fabricante de câmeras e lentes fotográficas lançou uma sentença polêmica em sua página no Facebook, que gerou reações indignadas de muitos internautas: “Um fotógrafo é tão bom quanto o equipamento que utiliza, e uma boa lente é essencial para boas fotos”, dizia. A postagem recebeu cerca de dois mil comentários negativos, de compradores que se sentiram desmerecidos pela afirmação. O acontecimento remete a um antigo ditado popular: afinal, seria o hábito o que faz o monge?
Vi: A entrevista concedida ao Multishow pela atriz Christiane Torloni, durante a primeira semana de shows no Rock in Rio. Com dificuldades para entender as perguntas da repórter, Christiane deu respostas desencontradas e muito engraçadas. Entre elas, lançou o bordão “Hoje é dia de rock, bebê”, repetido em redes sociais, por outros artistas em tom de paródia, e até estampado em camisetas usadas durante o festival. Apesar dos comentários, a assessoria da atriz negou que ela tivesse exagerado na bebida. “Ela é budista e fala assim com todo mundo”, justificou.
Ouvi: O sambinha “Você abusou”, de autoria de Antônio Carlos e Jocáfi, na voz de Stevie Wonder, com o coro de cem mil pessoas, durante apresentação do músico no Rock in Rio. Compostos em 1971, seus versos já ganharam interpretações emocionantes e inesquecíveis entre os nossos, e mostraram que mantêm a capacidade de marejar os olhos quando ecoaram pela cidade do rock.
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