Os focas - 14/07/2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012
por Jornal A Voz da Serra
Os focas - 14/07/2012
Os focas - 14/07/2012

Vamos eleger apenas um prefeito para 2013, certo?

Foi dada a largada para as eleições 2012. Campanha eleitoral nem sempre é chata. Sempre há figuras interessantes que estão ali só para fazer volume e alegrar pelo menos alguns segundos daquelas propagandas maçantes na TV. Taí o Tiririca mostrando que pior do que está não fica. Este ano vamos eleger vereadores e um novo prefeito, para que em 2013 nossa cidade tenha apenas um—essa é a ideia, pelo menos. Infelizmente Nova Friburgo não tem nenhuma subcelebridade de fama nacional para fazer nosso voto de protesto.

Borralheira

Priscilla Franco

Como é doce a proximidade do casamento. Literalmente: cheia de provas de bolos e de bem-casados. Casar bem, aliás, é tudo o que se espera. Bem vestida, bem maquiada e bem magrinha. Essa última parte falhou no meu matrimônio, mas isso não vem ao caso. O detalhe irônico do casamento que me faz escrever essas linhas é a vida de cinderela invertida: um dia de princesa que precede uma eternidade de gata borralheira.

Não é que eu não esperasse por isso. Depois de uma certa idade entendemos que o conto de fadas só mostra a parte mais emocionante da história. Mas na prática ainda é um pouco pior. Todas as vezes que, na beira do tanque, esfrego uma camisa manchada de graxa, penso em como foram breves os momentos apoteóticos da coisa toda.

E como foram bonitos! A igreja enfeitada, garçons, bandejas, brindes ao meu dispor, flashes e mais flashes. Todas as atenções voltadas ao meu vestido, buquê, cabelo, muitos, muitos elogios. O encanto acabou na volta da lua de mel, logo na primeira faxina, sem nem me dar tempo de acostumar com a mordomia.

Para as moças que ainda sonham com o casamento, vou deixar uma dica, lá no fim deste parágrafo. Primeiro queria dizer que o marido, apesar de me ajudar pouco nos afazeres de casa, ainda foi o enfeite mais bonito da minha noite de gala (porque o noivo, coitado, é mero coadjuvante). E aos poucos tem me ensinado que a vida a dois não são só flores, mas merece ser comemorada com dúzias e dúzias dela. Lá vai então a dica prometida: escolha para o grande dia um mês em que elas estiverem com o preço mais em conta. Porque só dá pra faxinar cantarolando se as contas não estão no vermelho.

MINUTO ESPORTIVO

Leonardo Lima

O Friburguense começou sua caminhada rumo à segunda divisão nacional. Sim, o objetivo do Tricolor da Serra não é apenas subir da Série D para a C, mas crescer sua marca no país e chegar à Série B em breve. Na primeira fase o clube terá pela frente os mineiros Guarani e Nacional, o capixaba Aracruz e o velho conhecido Volta Redonda. Se for levado em conta que o atual elenco tricolor foi formado, em grande parte, na Copa Rio de 2010, pode-se apostar que o entrosamento e a qualidade técnica são armas que tendem a levar o Frizão a alcançar a sua meta.

A trajetória da equipe de Nova Friburgo em competições nacionais foi iniciada em 1998, no Campeonato Brasileiro da Série C. Em um grupo que contava com Campo Grande, América, Tupi (MG), Villa Nova (MG) e Rio Branco (ES), o Friburguense foi eliminado ainda na primeira fase, conseguindo apenas duas vitórias. Dois anos depois, no módulo equivalente à terceira divisão da Copa João Havelange, a campanha foi melhor. O time avançou à segunda fase, porém foi eliminado numa chave que contava com Malutrom, Santo André e Rio Branco (SP). Em 2001, 2003 e 2004, novas quedas nas fases iniciais frustraram as expectativas tricolores.

Em 2005, no entanto, o Friburguense viveu, talvez, seu maior momento em um torneio de nível nacional. Com a boa campanha no Campeonato Carioca de 2004, onde foi semifinalista da Taça Rio, o clube garantiu uma vaga na Copa do Brasil. Na primeira fase, o adversário foi a Caldense, de Minais Gerais. A goleada por 4 a 1 na partida de ida, no Estádio Eduardo Guinle, permitiu ao Frizão se classificar mesmo perdendo o segundo jogo por 2 a 1. Na etapa seguinte, o Tricolor da Serra teve pela frente o Internacional, futuro campeão mundial. Bravamente, o time garantiu um empate em Nova Friburgo em 1 a 1 e foi ao Estádio Beira-Rio vivo na competição. Nem mesmo a goleada sofrida por 4 a 0 no segundo jogo tirou o brilho da campanha.

Novas disputas nacionais vieram nos anos de 2007 e 2009. Primeiro com mais uma disputa de Série C e, depois, com a estreia do Frizão na recém-criada Série D. Entretanto, o clube não se saiu bem em ambas e foi eliminado ainda na fase inicial. A expectativa desse ano é que, finalmente, o Tricolor da Serra brilhe e dê o passo que tanto almeja para crescer e fazer frente aos maiores clubes do país.

LEMBRA DISSO?

Amine Silvares

O jogo Road Rash foi originalmente lançado 1991 pro console Mega Drive e teve mais cinco versões depois disso, inclusive para computadores. O videogame de corrida de motocicletas com muita violência foi fabricado pela Eletronic Arts, a mesma de FIFA, Need for Speed e The Sims e chegou a ser lançado em 2004 também para Game Boy Advance. O nome vem dos ferimentos que ocorrem em quedas de altas velocidades.

Com diversos cenários e pistas para se escolher, todos na Califórnia, nos EUA, era necessário percorrer um trajeto utilizando mais do que a destreza nas pistas para vencer. Jogado em terceira pessoa, o piloto podia dar chutes e socos em outros concorrentes, além de policiais, e atropelar pedestres, apesar de nada disso ajudar a ganhar pontos, ao contrário de outro famoso jogo de corrida de carros.

As pistas iam ficando mais longas e mais tortuosas a cada corrida, conforme o jogador fosse ganhando experiência. Caso se chegasse numa das três primeiras posições, ganhava-se uma recompensa em dinheiro para comprar motos melhores, mas se não tivesse como pagar pelos consertos ou fosse preso, o jogo acabava.

As quedas era sensacionais. A não ser que estivesse quase morrendo, o personagem podia cair 90 metros e sobreviver. Havia ainda outros obstáculos, como vacas e alces, e carros para ser ultrapassados (não tinha essa de “carro fantasma” não). A empresa que fabricava o jogo não tem previsão para dar continuação à franquia, mas há projetos para reviver o Road Rash. No YouTube é possível assistir a um vídeo chamado “High Speed”, de 2007, que apresenta uma proposta visual inacabada para a próxima parte da série.

LER, VER, OUVIR

João Clemente

Ler: “O Vermelho e o Negro” conta a vida de Julien Sorel, um homem de origem humilde, considerado como sendo também uma pessoa humilde, mas que na verdade é um ser ambicioso que dorme com a foto de Napoleão escondida debaixo do colchão. E ele vai subindo na vida, conquistando seu espaço...

“O Vermelho e o Negro” também é interessante pelo contexto histórico da trama, mostrando o crescimento da burguesia dentro de um mundo de valores ainda predominantemente aristocráticos. O livro foi escrito por Stendhal em 1830 e, a quem possa interessar, é tido como o primeiro romance do Realismo. Possui aquele estilo clássico francês comum a Flaubert, Vitor Hugo, etc.

Ver: “Nanayo” (2008) é sobre uma jovem japonesa em crise existencial que vai para a Tailândia e aprende a fazer massagem. Na verdade isso não é muito bem explicado no filme (ou talvez eu não tenha entendido direito), mas não importa tanto. O importante é que a jovem passa um tempo em uma casa no meio do mato convivendo com tailandeses que não falam japonês (ela não fala tailandês). E, como se a comunicação já não estivesse difícil o suficiente, há também um francês morando na casa. Então o filme é sobre relacionamentos e comunicação... contatos físicos e emoções... Sobre busca pela paz interior...

E imagens bonitas.

Ouvir: “Tragedy—Darker Days Ahead” é até agora o melhor disco de 2012. Claro que isso é só a minha opinião. “Darker Days” é um manifesto, uma afirmação de que, ao contrário da alegria e do colorido que os outdoors e comerciais de televisão tentam passar, vivemos em dias sombrios, com um futuro que não parece muito promissor; e que, de qualquer forma (ou por isso mesmo), não podemos deixar de lutar. Tragedy—uma banda crust-punk de Portland (EUA)—elevou esse sentimento de tristeza, revolta e luta dos dias atuais ao patamar de arte. “Darker Days Ahead” tem uma sonoridade bem pesada, de difícil assimilação para ouvidos não roqueiros, não acostumados a guitarras distorcidas e vocal “estilo Sepultura”, mas a banda por outro lado possui grande senso de melodia, criando assim um contraste bem interessante. A produção de Billy Anderson (Melvins, Neurosis, Ratos de Porão) é de alto nível.

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