Dá uma força aí, poxa!
Falta muito para a pausa de carnaval? Aguardamos ansiosamente por quatro dias de descanso, já que o fim de ano não foi nada gentil com a gente. Oh, wait! Alguém vai ter que cobrir o feriadão. Avisamos desde já que estaremos com conjuntivite/dengue/virose entre os dias 18 e 21 de fevereiro. Sugestões de spas, hotéis e pousadas no Nordeste (com clínicas próximas pra gente poder se tratar, é claro), podem ser enviadas para osfocas@avozdaserra.com.br.
Medo desmotiva denúncias de vítimas da violência doméstica
Amine Silvares
Os números alarmantes da violência contra mulher fizeram surgir diversas iniciativas para defender os direitos do sexo dito frágil, que aguenta, há séculos, abusos simbólicos, físicos, sociais e psicológicos. As vítimas têm etnia e idade variadas, vão de adolescentes até idosas, e vem de todas as classes sociais e níveis de escolaridade. As delegacias especializadas em atendimento à mulher estão espalhadas por todo o país e o atendimento está se tornando cada vez mais humanizado.
O medo e a falta de esclarecimento são alguns dos principais empecilhos para sair da violência. Muitas vezes, as vítimas demoram a reconhecer o abuso por ele acontecer há muito tempo. Só quando as ofensas viram ameaças e as ameaças se efetivam, principalmente quando afetam os filhos, que muitas mulheres decidem agir. De acordo com Alessandra Muniz, assessora jurídica do site Tecle Mulher, que auxilia mulheres vítimas de violência, mesmo em casos de separação, ainda há registros de violência doméstica. “95% dos nossos atendimentos são relacionados à violência doméstica e à violência familiar”, constatou. Frequentemente são necessárias medidas protetivas para afastar a vítima, familiares e testemunhas das ameaças dos agressores.
Mesmo em relações estáveis é possível haver violência e muitas mulheres ficam com medo de denunciar as agressões por não conseguir se manter financeiramente. Algumas chegam a desistir de empregos por exigência de seus maridos e, com o passar dos anos, não conseguem mais entrar no mercado de trabalho. Esse fato, adicionado à desinformação, gera o receio, por exemplo, de perder a guarda dos filhos, já que o cônjuge tem mais condições de manter o padrão de vida. Alessandra declarou que o medo de continuar sendo perseguida, violentada e perder os filhos é o que motiva muitas mulheres a permanecerem incógnitas perante o problema. Há até os casos de vítimas que são tão perseguidas que acabam voltando ao lar que deixaram. Por isso é importante denunciar, procurar ajuda e entrar com as medidas protetivas.
Outro grande impedimento para que se procure ajuda é a baixa autoestima. “A autoestima delas, às vezes, está muito baixa e elas precisam de um apoio. Muitas vezes elas não têm família”, informou Luciléia Campos, assessora psicológica do site. Algumas mulheres chegam tão abaladas que não conseguem nem exprimir o que acontece com elas. Ela declarou que “Às vezes, a mulher está tão afetada com o que está acontecendo que elas escrevem com apenas um frase ou palavras desconectas”, o que dificulta o trabalho. Alessandra completou que “às vezes não há denúncia nenhuma, é só um desabafo”.
Agressores também precisam mudar
Nem sempre há separação juntos aos casos de violência. Por isso, não basta apenas que as vítimas procurem formas de mudar suas realidades, os agressores também precisam passar por um período de reabilitação. “Algumas mulheres ficam com medo de procurar os serviços porque acham que no final há uma separação e elas nem sempre querem isso. Elas só querem que a violência acabe. Para acabar com a violência, dependendo do grau, só com a intervenção”, declarou a assessora jurídica. No entanto, nem sempre o homem está consciente de que pratica violência.
Com a criação dos Centros de Referência da Mulher, essa conversa começou para conciliar as famílias que não desejam pôr um fim ao convívio, junto ao Juizado de Violência Doméstica com o surgimento dos grupos de reflexão. Luciléia ainda destacou que existem grupos que atendem famílias e que o comprometimento de todos os envolvidos na situação é extremamente necessário para resolver o problema.
FRASE DA SEMANA
“Cara caramba cara caraô”
Chiclete com Banana
LEMBRA DISSO?
Priscilla Franco
Glub-Glub
Observando a rapaziada de hoje, pode não parecer que nos anos 90 as crianças tinham alternativas ao Chaves e outros programas de entretenimento pouco ou nada educativos
Mas, apenas alguns canais adiante, estava a TV Cultura, e seus infantis dispostos a passar um ensinamento ou simplesmente fazer refletir. Embora me divertisse com as trapalhadas do menino da vila, se seu horário conflitasse com o momento de assistir dois peixinhos divertidos e seus dilemas pouco menores que a profundidade do mar, a TV Cultura facilmente ganharia minha audiência.
Na abertura, o fio de uma televisão era abocanhado como uma isca por um peixinho desavisado. O aparelho caía na água e ia passando por diversos seres marinhos até chegar ao fundo do mar. Lá, um peixe elétrico dava uma nova mordida no fio, fornecendo a energia para ligar o televisor. E assim começava Glub-Glub. Dois atores apresentavam o programa, caracterizados como peixinhos (só seus rostos eram vistos, como se pertencessem às escamas). Glub, o macho, era interpretado por Carlos Mariano, e Glub, a fêmea, por Cecília Homem de Mello, mas originalmente por Gisela Arantes. Posteriormente surgiu uma nova personagem: a carangueja Carol, interpretada por Andrea Pozzi.
Todo episódio trazia algum problema ou situação, resolvido no final com uma lição de moral. A ação era basicamente focada nos diálogos, já que o cenário sempre se repetia. As falas eram interrompidas para exibir animações, que sutilmente introduziam as crianças às culturas de países como Alemanha, República Tcheca, Inglaterra, França ou Bélgica, onde eram produzidos. O meu preferido era estrelado por um pinguim, que parecia ser feito de massinha: o querido Pingu.
Ao fazer a pesquisa para este texto, eis que tive uma grata surpresa: descobri que desde o dia 23 de abril o programinha está de volta, aos sábados, das 10h30 às 11h. Não sei ao certo se mantém as características do original, mas, se já fosse mãe, com certeza instigaria meus filhos a abandonar o Ben 10 por meia hora, toda semana.
LI, VI E OUVI
Leonardo Lima
Li: A Revista ESPN de dezembro traz em sua reportagem de capa uma entrevista com um dos nomes de maior repercussão no esporte nacional em 2011: Ricardo Gomes. Campeão da Copa do Brasil com um Vasco desacreditado no início da temporada, o treinador luta há quatro meses para se recuperar do acidente vascular cerebral que interrompeu, mas, segundo ele, não encerrou sua carreira. Em entrevista exclusiva, ele fala do drama enfrentado no clássico com o Flamengo—quando sofreu o AVC—e sobre como acompanhou o Vasco à distância no decorrer do Campeonato Brasileiro. Isto, é claro, além de seus planos para voltar a comandar a equipe cruzmaltina.
Vi: Em Sem Limites, Bradley Cooper interpreta Eddie Morra, um escritor que vem sofrendo de um bloqueio para escrever. Um dia, ele reencontra na rua seu ex-cunhado, que lhe apresenta um remédio revolucionário que permite o uso de 100% da capacidade cerebral. O efeito é imediato em Eddie. Ele passa a se lembrar de tudo que já leu, ouviu ou viu em sua vida. A partir de então, consegue aprender outras línguas, fazer cálculos complicados e escrever muito rapidamente. Mas para manter este ritmo precisa tomar o remédio todo dia. Seu desempenho chama a atenção do empresário Carl Van Loon (Robert De Niro), que resolve contar com sua ajuda para fechar um dos maiores negócios da história. Um filme intrigante com um final surpreendente.
Ouvi: O Natal já passou, mas o CD de músicas natalinas da cantora Simone...ok. É brincadeira, caro leitor. Nem eu e nem você aguentamos mais ouvir isso. A minha sugestão dessa semana fica para o cd ao vivo do Biquíni Cavadão. Gravado em 2005, o álbum reúne sucessos, como “Tédio”, “Timidez” e “Múmias”; regravações, como “Chove Chuva” (de Jorge Ben) e “Toda Forma de Poder” (dos Engenheiros do Hawaii); e canções inéditas, como “Dani” (criada para o quadro Caminhos de Aventura, do programa Esporte Espetacular, da Rede Globo), “Vou Te Levar Comigo” e “Quanto tempo demora um mês”. Destaque para a canção “Vento Ventania”, que conta com a participação do reggaeman Papa Winnie. Simplesmente demais!
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