E o Bolão Pé na Cova tá esquentando...
Primeiro Donna Summer, depois Robin Gibb. Como a morte vem de três em três, eu acho melhor a Gloria Gaynor não sair de casa por uns tempos. Se bem que o Elton John foi internado com problemas respiratórios há uns dias e... sei não. Não tô colocando a minha mão no fogo por ninguém ultimamente. Se bem que o Adam Yauch morreu esses dias também. Bom, o Bolão Pé na Cova tá valendo. Mande suas apostas para osfocas@avozdaserra.com.br. A gente vai rifar uma passagem só de ida pra Bom Jardim no fim do ano.
O campeonato mais equilibrado do mundo
Leonardo Lima
E teve início mais um Campeonato Brasileiro. A edição de 2012 é a 57ª, se levado em conta a Taça Brasil, disputada entre 1959 e 1968, e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, existente de 1967 a 1970. Os maiores campeões nacionais são Palmeiras e Santos, com oito títulos cada. Considerando apenas a fase, digamos, moderna da competição, que desde 1971 passou a ser chamada, de fato, de Campeonato Brasileiro, os maiores vencedores são Flamengo e São Paulo, com 6 conquistas.
O Rubro-Negro carioca, aliás, está envolvido em uma das maiores polêmicas do torneio nacional. Em 1987, o recém-criado Clube dos 13 (a “união dos grandes clubes brasileiros”) organizou o campeonato. Embora a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tenha concedido este direito, ela afirmou, com a disputa já em andamento, que só reconheceria como campeão do Brasil naquele ano o vencedor de um quadrangular que reuniria o primeiro e o segundo colocados dos módulos verde (que reunia os principais clubes) e amarelo (que era o equivalente à segunda divisão). Amparado por todos os integrantes do Clube dos 13, Flamengo e Internacional, respectivamente, campeão e vice do módulo verde, se recusaram a disputar tal quadrangular. Em contrapartida, a CBF não voltou atrás e declarou o Sport de Recife—vencedor do módulo amarelo—como o campeão brasileiro de 1987.
Polêmicas à parte, o fato é que a edição de 2012 promete ser mais uma repleta de emoção até as rodadas finais. Desde 2003, quando foi implantado o sistema de disputa por pontos corridos, a média de público nos estádio vem crescendo, assim como o nível das equipes. Ao contrário de alguns anos atrás, o êxodo de atletas rumo à Europa caiu consideravelmente. Com a economia brasileira em alta, o caminho inverso tem se tornado bastante comum.
Se em alguns campeonatos nacionais o campeão ou, pelo menos, duas equipes que disputarão o troféu até o fim já são conhecidos antes mesmo da bola rolar, no futebol brasileiro qualquer previsão pode ser uma furada. O mesmo time que é apontado como um postulante ao título, pode, ao longo dos seis meses de disputa, cair pelas tabelas. Os anos anteriores mostram bem isso. E você? Se arriscar a palpitar quem vencerá o Brasileirão deste ano? Eu não.
FRASE DA SEMANA
“Pra acabar com o desemprego o Planalto tem que, primeiro, acabar com o desentrabalho”
Millôr Fernandes
LEMBRA DISSO?
Amine Silvares
A música pop no fim da década de 90 e começo dos anos 2000 era escrachadamente fabricada, mas era muito legal. Do boom das boy bands, passando pelo enorme sucesso das Spice Girls, até o surgimento das pop stars, o cenário pop era bastante divertido e, nos dias de hoje, esteticamente vergonhoso.
Após o fim do New Kids on The Block e suas calças de cintura alta, o grupo britânico Take That perdeu seu principal integrante, o cantor Robbie Williams. Daí que um empresário espertalhão chamado Lou Pearlman (que mais tarde seria preso por diversos crimes que você pode pesquisar no Google) fundou os Backstreet Boys. Nick, AJ, Brian, Kevin e Howie formaram a boy band de maior sucesso de todos os tempos e alcançaram muito sucesso com músicas como “Everybody”, “As Long As You Love Me” e “I Want It That Way”. No ano passado, os Backstreet Boys entraram em turnê com, pasmem, o New Kids On The Block, todos contando com seus membros originais.
Aproveitando o sucesso de sua primeira banda, Lou Pearlman formou mais uma boy band, o N’Sync. Joey, JC, Justin, Chris e Lance conquistaram o sucesso com músicas como “I Want You Back”, “Bye Bye Bye” e “Girlfriend”. Eles eram conhecidos especialmente por suas habilidades na dança. No fim da década de 90, eles processaram seu empresário por, entre outras coisas, abuso sexual e o grupo quase perdeu o direito de usar o nome do grupo. Justin, o garoto do cabelo de miojo, hoje é sex symbol e músico respeitado. Não há previsão de reunião do grupo.
O Hanson era uma boy band bem diferente. Eram três irmãos loirinhos que compunham suas próprias músicas e tocavam instrumentos. Nada de ficar dançando e usar roupas combinando. Só os cabelos eram iguais. Os irmãos Isaac, Taylor e Sachary traziam influências de grupos dos anos 50, 60 e 70 (apesar de não ser uma coisa muito óbvia na música deles). O sucesso veio com “MMMBop”, mas conforme os Hanson foram crescendo, a popularidade do grupo não foi mantida. Eles continuam tocando e gravando discos.
Menções honrosas para Five, Boyzone e Westlife que não tiveram nem metade do sucesso dos supracitados, mas que também eram bastante populares entre as minhas amigas quando eu tinha 12 anos.
LI, VI E OUVI
Priscilla Franco
Li: “A Rainha Branca”, de Philippa Gregory, e fiquei absolutamente encantada pela personagem principal. Isabel Woodville é uma mulher forte, que ficou viúva muito cedo e se tornou rainha de uma Inglaterra em constante conflito. Aliás, todos os personagens femininos do livro se destacam, apesar do romance se passar em um contexto de patriarcado. No enredo são as mulheres que acabam conduzindo as mais importantes transformações, seja persuadindo os homens com quem convivem ou engendrando importantes laços familiares. O livro faz parte de uma trilogia, e mal posso esperar para ler A Rainha Vermelha, cuja protagonista conta a mesma história sob a perspectiva da trincheira oposta à de Isabel.
Vi: O filme “How To Lose Friends & Alienate People” ou “Um Louco Apaixonado” na versão em português. Não se trata de nenhum lançamento, ele é de 2008, e provavelmente eu não o teria visto no cinema, já que o título leva a crer que se trata de mais um romance água com açúcar. Na verdade ele reúne características de filmes antigos que fazem falta nas produções contemporâneas. Destaque para o carismático Simon Pegg, que dá vida ao protagonista Sidney Young. Com a mesma facilidade que nos faz rir e achá-lo um imbecil, sua atuação nos emociona e faz refletir sobre as ideologias que deixamos de lado para alcançar um objetivo.
Ouvi: Ouvi, gostei e compartilhei a minha própria composição, feita exclusivamente com beat box. Explico: fui apresentada ao Incredibox, uma invenção da empresa So Far So Good e do músico Incredible Polo. Acessando o site www.incredibox.com é possível escolher beats, efeitos, vocais e melodias até fazer uma combinação harmônica. Depois é possível gravar a música, compartilhar nas redes sociais e dedicá-la a alguém. O layout também é super bacaninha, e o único defeito do site é ser altamente viciante.
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