THEREZA FREIRE VIEIRA (*)
O envelhecimento é um desafio para os seres humanos. É preciso melhorar a qualidade de vida, para que possam usufruí-la da melhor maneira possível. É necessário que estejam integrados na família e na sociedade.
O envelhecimento é um processo não apenas físico, mas também mental. Deve haver acompanhamento e adaptação continuados em relação à família e à sociedade para não se sentirem rejeitados.
Os que envelhecem têm por obrigação desmistificar que os idosos são aborrecidos, não se adaptam às vantagens do progresso, das coisas novas e boas que a vida pode proporcionar.
É preciso aprender a gostar das coisas que vão surgindo, não rejeitar, para não serem rejeitados. E sua presença não apenas ser aceita pelos jovens, mas serem admirados, queridos e uma presença desejada, apenas assim serão amados nos ambientes em que vivem.
A adaptação para a velhice é continuada passando por todas as fases da vida. As crianças aprendendo a aceitar e respeitar os idosos, procurando ajudá-los em seus problemas e compreendê-las, assim eles passarão de uma geração para outra as coisas boas que a velhice apresenta, e aprenderão a amar e respeitar os mais velhos. Se os mais novos aprenderem que nem todos os velhos são rabugentos, teimosos e não gostam da convivência com os mais jovens, ficarão mais próximos e aprenderão a amar e admirar e muito poderão aprender, pois ninguém nasce sabendo.
Se os idosos ficam a maior parte do tempo se queixando de doenças, de seus aborrecimentos, das coisas ruins que lhes aconteceram em outras fases da vida, os mais jovens concluirão que não vale a pena envelhecer. O importante é que a vida para todos os seres humanos é cheia de altos e baixos e que não se forma apenas com maus momentos e que os bons momentos também existiram e continuam existindo na vida de cada um.
(*) médica geriatra e
escritora colaboradora de
jornais e revistas
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