Vinicius Gastin
O nervosismo natural por uma estreia em casa e a reconhecida qualidade da Croácia anunciavam um jogo difícil para a Seleção Brasileira. Quando a bola rolou na Arena Corinthians, em São Paulo, as expectativas foram confirmadas e as dificuldades aumentaram após o gol contra de Marcelo. Apesar de jovem, o time brasileiro teve tranquilidade e, através do talento de Neymar, alcançou o empate ainda no primeiro tempo. Na etapa final, o camisa 10 voltou a marcar em pênalti inexistente assinalado pelo árbitro Yuichi Nishimura. A equipe croata esboçou uma pressão, mas o gol de Oscar — o melhor jogador em campo — nos minutos finais consolidou a vitória dos comandados de Felipão por 3 a 1.
O placar garantiu a festa dos brasileiros pelas ruas. Em Nova Friburgo, a comemoração aconteceu nas reuniões entre amigos em bares ou mesmo em casa, ao lado dos parentes. Embora não tenha sido uma grande apresentação, o time verde e amarelo agradou aos especialistas e torcedores, que ressaltaram o peso do primeiro jogo e a qualidade dos croatas. No entanto, todos concordam que alguns ajustes serão necessários para a sequência da Copa do Mundo. O Brasil volta a campo na próxima terça-feira, 17, para enfrentar o México, às 16h, no Castelão, em Fortaleza.
"A estreia foi boa. Começou com certo nervosismo, mas o Brasil soube administrar e o Oscar comandou o meio-campo. Teve a falha do juiz no pênalti, que não foi. Mas, num todo, o Brasil estreou bem, pois dentro de casa a pressão é maior, a torcida inteira espera um bom resultado. O 3 a 1 é um bom placar.”
Romário Heringer, fisioterapeuta do Friburguense
"Valeu pela vitória, pois as dificuldades eram esperadas. Nós, que trabalhamos com futebol, sabemos o peso de uma estreia. Aqui no Friburguense a gente sente isso. No próximo jogo, esse peso não vai existir. O Neymar estará mais relaxado, sem aquela responsabilidade de ter que resolver logo na estreia. Deu tudo certo pra ele. O Oscar superou as dúvidas, e é claro que muita coisa precisa melhorar. Mas a Croácia foi um time que soube jogar, e no momento em que estava ganhando, conseguiu irritar o Brasil com um pouco de catimba. A maioria do time vai estar mais leve no segundo jogo.”
José Siqueira, gerente de futebol do Friburguense
"Foi um bom jogo e o Brasil teve calma depois que tomou o gol. O time manteve a posse de bola e fez valer a maior qualidade. Eu imaginava que seria difícil, truncado e até apostei no placar de 1 a 0.”
Jorge Luiz, meia do Friburguense
"Foi legal, principalmente pelo Neymar. A expectativa estava toda em cima dele, e conseguiu corresponder bem com os dois gols. Achei que o jogo seria mais fácil e que o Brasil faria o primeiro gol. Mas acho que o caminho é esse, com essa escalação que começou o jogo.”
Luis Felippe, atacante do Friburguense
"Jogo difícil, ainda mais pelo gol da Croácia. Mas o Brasil reagiu bem e cada jogador cumpriu o seu papel com simplicidade. O Neymar e o Oscar fizeram a diferença e a estreia é sempre mais difícil. Eu senti no meu primeiro jogo, contra o Bangu, no Eduardo Guinle. Ninguém sabia o que iria enfrentar, ou como seria o comportamento da torcida. Aliás, os torcedores tiveram uma ótima participação, mesmo depois do gol contra do Marcelo.”
Afonso, goleiro do Friburguense
"O nervosismo existe, mas a torcida fez a diferença. O povo brasileiro é diferente e cria uma atmosfera diferente. Isso fortalece o time. Acho que a escalação é essa mesmo, e vale a pena apostar no time campeão da Copa das Confederações.”
Rômulo Azevedo, volante do Friburguense
"A gente que joga futebol sempre sente um jogo de estreia. Todos esperavam que não seria fácil e o time ainda saiu perdendo. Mas o Brasil soube recuperar e a tendência é que o time esteja mais solto a partir do segundo jogo e faça uma grande Copa do Mundo, chegue até a final e conquiste o título.”
Cadão, zagueiro do Friburguense
"A estreia foi excelente, mas a questão emocional foi difícil de controlar. A estreia em São Paulo é complicada. O importante é vencer, mas a nossa qualidade é melhor. Nos próximos jogos, no Nordeste e em Brasília, o time vai estar mais leve e tudo vai acontecer com maior naturalidade. O Brasil venceu um adversário qualificado, que marca muito bem e por essas circunstâncias, valeu. Lógico que a equipe precisa de mais triangulações objetivas. Tivemos posse de bola, mas não criamos muito em função disso. Faltou uma maior ligação entre a defesa e o ataque, mas acredito que o emocional interferiu em tudo isso. Mesmo assim, foi uma boa apresentação em termos de equipe.”
Gerson Andreotti, técnico do Friburguense

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