Opiniões (ônibus proibidos de parar no Centro) – 09/05/2015

Medida revolta usuários
sábado, 09 de maio de 2015
por Jornal A Voz da Serra
Manoela Ribeiro dos Santos, 40 anos, professora, Cordeiro (Amanda Tinoco/A Voz da Serra)
Manoela Ribeiro dos Santos, 40 anos, professora, Cordeiro (Amanda Tinoco/A Voz da Serra)

A notícia sobre a proibição de embarque e desembarque de passageiros no centro de Nova Friburgo pelos ônibus das empresas 1001, Viação Brasil, Viação Carmense, Teresópolis e cooperativas de vans está gerando revolta entre os passageiros. A insatisfação, unânime entre os usuários, baseia-se nos transtornos e, é claro, no acréscimo do valor de mais duas passagens, considerando-se ida e volta.   

“A passagem já está tão cara. Acho um absurdo isso. Eu não venho a Friburgo todos os dias, mas tem muitas pessoas que eu conheço que vêm. Moro em Cordeiro e a passagem de lá para cá está R$ 9,40. Com mais R$ 3,30... vai ficar pesado”.

Manoela Ribeiro dos Santos, 40 anos, professora, Cordeiro

“O povo está sempre em segundo, terceiro plano. Vou gastar R$ 18 reais por dia para vim para cá. Trabalho aqui e o patrão, com certeza, não vai arcar com a diferença. Tem muita gente já perdendo o emprego.” 

Robson Alex de Freitas Pacheco, 45 anos, Analista de garantia, Banquete/Bom Jardim

“Isso é um absurdo! Eu achei essa ideia horrível. Como as pessoas idosas vão fazer? Ter que parar, entrar em outro ônibus... Vai ser um transtorno muito grande. Muita gente não vai aceitar. Sabe o que vai acontecer? A maioria das pessoas que vem aqui para médico, compras, vão deixar de vim. Vamos gastar muito mais. Não concordo com isso.” 

Maria do Carmo Emídio Trigo, 64 anos, aposentada, Bom Jardim

“É muito complicado. A própria cidade vai perder. Eu moro em Bom Jardim, mas praticamente toda a minha vida é aqui. Médico, dentista — não que os profissionais de lá não sejam bons, mas algumas especialidades a gente só encontra aqui. O mercado também vai perder. Eu mesma sou uma que não vou vir mais. Se eu não puder vir de carro, de ônibus vai ser difícil. Hoje vim aqui comprar umas coisas e estou cheia de bolsa. Pego um ônibus e paro na minha cidade. E depois, pegar dois? Vai ser um transtorno.” 

Alessandra Emídio Trigo Mafort, 38 anos, professora, Bom Jardim

  • Robson Alex de Freitas Pacheco, 45 anos, Analista de garantia, Banquete/Bom Jardim (Amanda Tinoco/A Voz da Serra)

    Robson Alex de Freitas Pacheco, 45 anos, Analista de garantia, Banquete/Bom Jardim (Amanda Tinoco/A Voz da Serra)

  • Maria do Carmo Emídio Trigo, 64 anos, aposentada, Bom Jardim (Amanda Tinoco/A Voz da Serra)

    Maria do Carmo Emídio Trigo, 64 anos, aposentada, Bom Jardim (Amanda Tinoco/A Voz da Serra)

  • Alessandra Emídio Trigo Mafort, 38 anos, professora, Bom Jardim (Amanda Tinoco/A Voz da Serra)

    Alessandra Emídio Trigo Mafort, 38 anos, professora, Bom Jardim (Amanda Tinoco/A Voz da Serra)

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