Operação Lei Seca: ainda falta conscientização de muitos motoristas

terça-feira, 22 de abril de 2014
por Jornal A Voz da Serra
Operação Lei Seca: ainda falta conscientização de muitos motoristas
Operação Lei Seca: ainda falta conscientização de muitos motoristas

Henrique Amorim

A Operação Lei Seca, que visa coibir a perigosa combinação

bebida alcoólica e direção, já somou cinco anos com blitzes em todo o estado.

Em Nova Friburgo, assim como em demais municípios fluminenses, a fiscalização é

mais intensa nos fins de semana e a incidência de flagrantes ainda preocupa as

autoridades. Só nas últimas edições da operação em março nas avenidas Euterpe

Friburguense, Conselheiro Julius Arp e Governador Roberto Silveira, pelo menos

cinco motocicletas e 20 veículos foram apreendidos devido ao fato de seus

condutores serem flagrados dirigindo sob efeito do álcool.

O secretário municipal de Ordem e Mobilidade Urbana de Nova

Friburgo, coronel Hudson de Aguiar Miranda, que coordena as blitzes da Lei Seca

em parceria com a PM, reforça que a tolerância nas operações é zero. Quando o

motorista é abordado, qualquer resultado do teste do bafômetro superior a zero

é o bastante para caracterizar a infração. O teste é realizado a partir do

sopro em um aparelho denominado etilômetro, que mede a quantidade de álcool em

miligramas por litro de ar expelido dos pulmões do motorista abordado.

A lei sustenta que o resultado do bafômetro maior que 0,29

miligramas de álcool é uma infração gravíssima, resultando na perda de sete

pontos na carteira nacional de habilitação do condutor, multa de R$ 1.915,40 e

suspensão do direito de dirigir por um ano. No caso de reincidência, a multa

tem valor dobrado. Resultados acima de 0,30 mg por litro de álcool expelido

rendem também pena de seis meses a três anos de prisão, além de multa e

suspensão do direito de dirigir.

O gerente operacional da Secretaria de Ordem e Mobilidade

Urbana, Carlos Alberto Bayer, observa que as blitzes da Operação Lei Seca em

Nova Friburgo têm se mantido com resultados estáveis nos últimos meses, com

médias semelhantes de veículos apreendidos e motoristas submetidos ao teste do

bafômetro. No entanto, as autoridades destacam que muitos motoristas ainda

insistem em desrespeitar a lei, dirigindo após consumirem bebidas alcoólicas em

bares, festas e baladas, principalmente nas noites de sextas-feiras, sábados e

vésperas de feriados.

 

As blitzes da Operação Lei Seca geralmente são realizadas em pontos estratégicos. Um deles é a Avenida Euterpe Friburguense

 

Nas investidas da Operação Lei Seca, documentações dos veículos e dos condutores também são checadas


População aprova as fiscalizações

O combate à combinação bebida alcoólica e direção detém,

segundo o governo do estado, 97% de aprovação popular. As autoridades comemoram

o êxito da Operação Lei Seca nos últimos cinco anos, que já soma mais de 1,4

bilhões de motoristas abordados em diversos estados brasileiros. A iniciativa,

segundo estimativas do governo do estado do Rio de Janeiro, é capaz de reduzir

as mortes no trânsito em até 32% e diminuir cerca de 13% dos atendimentos

hospitalares a vítimas de acidentes ocasionados por embriaguez ao volante. Só

em 1998, ano em que a Lei Seca começou a valer, ocorreram no país 2,5 mil

mortes no trânsito e aproximadamente 30 mil acidentes.

Alguns motoristas flagrados na Operação Lei Seca dirigindo

após consumirem bebidas alcoólicas, entretanto, têm os veículos apreendidos e

são conduzidos à delegacia de polícia, mas acabam sendo liberados da prisão com

o pagamento de fianças. As autoridades de trânsito reforçam que nunca é demais

lembrar que, ao sair para se divertir em grupo, um integrante deve ser "eleito”

como o motorista da vez e, então, não consumir bebida alcoólica, estando assim

apto para conduzir os demais membros do grupo para casa em segurança. Outra

dica é deixar o carro em casa e voltar da diversão de táxi.

Últimos resultados da Operação Lei Seca

 

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