Obras impedem volta às aulas em escola no Alto de Olaria

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
por Jornal A Voz da Serra
Obras impedem volta às aulas em escola no Alto de Olaria
Obras impedem volta às aulas em escola no Alto de Olaria

Os alunos do pré-escolar e do primeiro segmento do ensino fundamental (antigas alfabetização a 4ª série) da Escola Municipal Helena Coutinho, no Alto de Olaria, terão as férias de verão prorrogadas pelo menos até o próximo dia 8 de março. Até lá a Secretaria Municipal de Educação pretende terminar as obras de reforma estrutural do prédio da escola. O início do ano letivo no último dia 8 teve que ser atrasado na Escola Helena Coutinho devido a uma avaria em parte do telhado. A demolição de uma parede interna causou o comprometimento da cobertura quatro dias antes do início previsto das aulas.

A gerente de infraestrutura da Secretaria Municipal de Educação, Julieta Tavares, informou que a reestruturação do telhado já foi concluída e os reparos internos e externos estão em ritmo acelerado. A escola ganhou ainda três novas salas, um novo refeitório e teve a cozinha totalmente reformada. Também está sendo construída uma fossa no pátio externo. Ela explicou ainda que devido à ocupação do Ciep Licínio Teixeira, na Via Expressa, pela Secretaria Municipal de Educação e a Coordenadoria Estadual de Educação, não há mais espaço físico para abrigar ali os alunos da Helena Coutinho como aconteceu no ano passado com o início das obras no educandário. Para repor as três semanas perdidas haverá aulas aos sábados, a partir do mês que vem, na Helena Coutinho.

Julieta informou também que os alunos da Escola Municipal Hermenegildo Gripp já retornaram nesta semana ao prédio do educandário no Centro do distrito de Amparo. As obras internas de reforma estrutural já foram concluídas, restando apenas reparos na área externa. Desde o ano passado, os alunos tiveram aulas num espaço improvisado num galpão cedido por um morador do local. Também estão em fase final as obras de reforma da Escola Municipal Dante Laginestra, no distrito de Riograndina. Provavelmente até o mês que vem os alunos continuarão tendo aulas nas salas da catequese da Igreja do Sagrado Coração de Jesus. A escola ganhou ainda um novo telhado e reformas em todas as dependências.

Várias escolas construídas recentemente oferecem risco a alunos, professores e funcionários

Com a recente volta às aulas foi constatada uma série de problemas estruturais em pelo menos oito escolas municipais construídas ou reformadas no fim de 2008. A situação pior, segundo informou Julieta Tavares, observa-se na Escola Municipal Dante Magliano, na Ponte da Saudade, onde a rede elétrica apresenta risco. Vários interruptores e tomadas estão em curto. Outro perigo existe na Escola São Judas Tadeu, no bairro Nova Suíça, onde há fiação elétrica exposta próximo a caixa d’água e rachaduras em todo o prédio, assim como nas escolas Maximilian Falck, no distrito de Mury; Nair de Araújo, em São Geraldo, reconstruída pela segunda vez, e Messias de Moraes Teixeira.

Já nas escolas Comte Bittencourt, no Cônego, Rui Barbosa, no distrito de Conselheiro Paulino e Hermínia Condack, no distrito de Campo do Coelho, além das rachaduras, alunos e professores são prejudicados com goteiras nas lajes. Como todos esses novos prédios foram construídos ou reformados recentemente por empreiteiras contratadas pelo município e há garantia de cinco anos para reparos, a Secretaria Municipal de Educação já solicitou à Prefeitura que as empreiteiras sejam acionadas urgentemente para que os consertos sejam providenciados, ainda mais porque em algumas escolas há perigo com choques elétricos.

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