Flávia Namen
Formas Cotidianas. Este é o título da mais recente exposição da artista plástica Dirce Montechiari. Em cartaz no Centro de Arte, a mostra reúne 12 quadros em acrílico sobre tela que vêm atraindo um público diversificado. Mais de 300 pessoas já conferiram as obras, produzidas ao longo dos últimos dois anos. “Há bastante tempo que não faço uma exposição desse tipo porque tenho me dedicado mais à arte contemporânea, criando trabalhos com casca de ovo. Agora me deu vontade de voltar ao figurativo e fazer uma exposição de pintura”, explica a artista.
A mostra comprova todo talento e criatividade de Dirce, que se inspirou em elementos do dia a dia para produzir as obras. “Não gosto de copiar e me baseio no cotidiano para criar meus trabalhos, daí o título da exposição. Nesta mostra, busquei inspiração nas formas da natureza e de alguns utilitários de cozinha”, revela Dirce, que não abre mão de trabalhar diariamente em seu ateliê.
As cores fortes e vibrantes são outras características marcantes do trabalho da artista. “Sempre gostei muito de cor, algo imprescindível em minhas criações. Também adoro experimentar novas técnicas como a pintura com areia e com tinta automotiva, que utilizei para produzir algumas telas dessa mostra”, revela Dirce, empolgada em expor novamente no Centro de Arte.
Uma vida dedicada às artes plásticas
Dona de um talento mais do que reconhecido, Dirce lembra que começou a pintar como hobby, há mais 30 anos. “Sempre gostei de arte e comecei pintando como todo mundo, de forma autodidata. Depois passei a estudar e fui me aprimorando. Tive aulas com artistas como Luciano Maurício e no Parque Lage, só para citar alguns”, diz ela lembrando que fez sua primeira exposição em 1979.
Passados 32 anos, Dirce coleciona prêmios e menções pela participação em uma série de exposições. Além de Nova Friburgo, a artista já expôs em dezenas de mostras no Rio, Niterói, Petrópolis, Teresópolis e Macaé. “Gosto de mostrar as coisas que faço, mas não de vendê-las. Costumo vender bem minhas peças mas meu trabalho não tem um sentido comercial. Confesso que tenho um certo apego às minhas criações. Tenho moisacos pintados que levo até três meses para fazer. São peças que não têm preço”, diz Dirce, que faz parte de dois grupos de pintura: o MP2, de Nova Friburgo, e o Imaginário Periférico, do Rio de Janeiro.
O que começou como um passatempo, transformou Dirce em uma referência nas artes plásticas da região. “Fiz desse hobby a minha profissão. Sou professora, mas gosto mesmo é de arte. Felizmente conto com o apoio e o incentivo da minha família. Isso me estimula a produzir cada vez mais”, conclui a artista.
Vale a pena conferir a exposição “Formas Cotidianas”, que fica em cartaz até dia 26. A visitação está aberta aos sábados e domingos, das 14h às 21h, e de quarta a sexta-feira, das 13h às 21h. O Centro de Arte fica na Praça Getúlio Vargas 71, Centro. Entrada franca.
Deixe o seu comentário