Nutrição - 10/03/2012

Elisa Barbosa Loureiro - elisabloureiro@hotmail.com
sexta-feira, 09 de março de 2012
por Jornal A Voz da Serra

Transtorno compulsivo alimentar

periódico, você conhece?

O nome assusta, porém trata-se de um comportamento alimentar compulsivo, onde ocorre um impulso incontrolável de se comer muito, sem escolher o que, mas com uma necessidade de se ingerir rapidamente muita comida, chegando a 10.000 calorias de uma vez só. Os episódios ocorrem normalmente às escondidas, pois a pessoa tem vergonha e sente muita culpa por se deixar levar por esse comportamento.

Pessoas que beliscam pequenas quantidades de alimentos o dia todo não se encaixam nesta categoria. A pessoa com este tipo de compulsão alimenta-se em um período delimitado.

Muitas pessoas acham que têm compulsão alimentar por consumir doces em excesso, guloseimas, por desejarem consumir pão à noite, etc. Isto não é caracterizado como compulsão alimentar, ou transtorno compulsivo alimentar periódico.

O comer compulsivo pode acarretar em consequências nada saudáveis, a principal é o sobrepeso, obesidade. Outras consequências seriam problemas gástricos devido ao grande consumo de alimentos ingeridos, além de comprometimento das relações interpessoais.

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A pessoa que tem compulsão alimentar consome uma determinada quantidade de calorias em um dia, no dia seguinte come normalmente, no outro volta a ter episódio de compulsão alimentar, e esta oscilação poderá comprometer o metabolismo e favorecer o depósito de gordura.

Como normalmente o portador deste distúrbio apresenta peso acima do normal, o tratamento consiste em dieta prescrita com o objetivo de perda de peso, aumentando assim a autoestima do paciente, o que ajuda no tratamento no distúrbio.

O tratamento nutricional tem como principal objetivo reverter as alterações do estado nutricional provocadas pela compulsão alimentar e promover hábitos alimentares mais saudáveis. Desta forma o paciente aprende a forma correta e saudável de perder peso, se alimentar bem, sem que haja inadequações de consumo, no caso, a ingestão excessiva e nada saudável de alimentos.

Por se tratar de uma compulsão, onde a mente exerce grande papel, o tratamento do paciente deve ser de âmbito interdisciplinar, com grande interação entre o nutricionista, médico e o psicólogo.

Até a próxima semana!

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