Novo prefeito assume com a missão de aumentar arrecadação municipal

Sem poder contar com grandes repasses estaduais ou federais, Renato Bravo precisa aumentar a arrecadação para cumprir promessas de campanha
segunda-feira, 03 de outubro de 2016
por Márcio Madeira
Renato Bravo em entrevista para a Rede da Democracia, nos estúdios da Rádio Nova Friburgo AM, logo após o anúncio de sua vitória nas urnas (Foto: Henrique Pinheiro)
Renato Bravo em entrevista para a Rede da Democracia, nos estúdios da Rádio Nova Friburgo AM, logo após o anúncio de sua vitória nas urnas (Foto: Henrique Pinheiro)

Aumentar investimentos estruturais e em pessoal, sem poder contar com grandes volumes de repasses federais e estaduais, ao menos na primeira metade do mandato. Não restam dúvidas de que o principal desafio que se apresenta à nova administração é orçamentário.

Com uma média salarial que se encontra entre as mais baixas da região, a própria economia friburguense depende da melhoria do poder aquisitivo do servidor municipal — dado que a prefeitura continua a ser a maior empregadora do município — para que possa voltar a crescer com consistência, desenhando o único cenário capaz de conciliar o aumento de arrecadação própria sem o correspondente aumento tributário.

Na saúde pública, que atualmente concentra cerca de 40% do orçamento, a situação é semelhante. Tendo a seu dispor linha de crédito de até R$ 12 milhões oferecida pelo Subprograma Pmat, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Renato Bravo terá pela frente o desafio de desenvolver e implantar um sistema de gerenciamento digital da pasta, que seja capaz de agilizar atendimentos e a marcação de exames, reduzir desperdícios e aumentar o percentual de faturamento junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) por serviços realizados. 

Além das prometidas UPAs de Olaria e São Geraldo, o futuro chefe do Executivo também deve enfrentar muitas dificuldades para manter a UPA do distrito de Conselheiro Paulino em funcionamento, sem a perspectiva de receber os repasses que cabem ao governo estadual.

Na educação, o futuro prefeito tem o desafio de ampliar o acesso à pré-escola, reduzir a evasão escolar, sobretudo em comunidades de baixo IDH, e ampliar a rede de escolas com opção de ensino integral. Já na mobilidade urbana, o novo gestor tem a missão de elaborar e aplicar um plano de mobilidade, que certamente deve incluir avanços na construção da Avenida Brasil e de ciclovias capazes de dar legítimo tratamento de modal às bicicletas.

O bicentenário de Nova Friburgo também apresenta à nova administração diversos desafios, sobretudo turísticos, urbanísticos e de meio ambiente. Esta última pasta, aliás, representou uma das principais agendas dentro do programa de governo que acaba de ser eleito.

Por fim, ainda em relação ao funcionalismo, espera-se que o novo governo realize ao menos um novo concurso, voltado especialmente a consolidar o quadro fixo e estável da Secretaria Municipal de Saúde.

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