Novo aumento nas refinarias faz o preço da gasolina subir também nos postos

Em cerca de dois meses, aumento autorizado foi de 27,8%, diz Fecombustíveis
sexta-feira, 22 de março de 2019
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
(Foto: Henrique Pinheiro)
(Foto: Henrique Pinheiro)

Os motoristas friburguenses vão ter que esvaziar o bolso para conseguir encher o tanque por conta dos aumentos frequentes nos postos de combustíveis. O litro da gasolina que no último fim de semana custava em alguns postos de Nova Friburgo cerca de R$ 4,40 agora já custa R$ 4,55. Em alguns postos, com bandeira, o litro chega a R$ 4,79 a gasolina comum e até R$ 4,99, a aditivada.

Isso porque a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) informou que os custos da gasolina nas refinarias da Petrobras aumentaram 27,8%, de 10 e janeiro de 2019 a 19 de março de 2019. Desde que a Petrobras alterou sua política de preços, passando a acompanhar as cotações internacionais dos combustíveis, a revenda tem sido a responsável pelos sucessivos aumentos. Porém, tanto as altas como as quedas de preços refletem as oscilações do livre mercado.

“Informamos que os preços da gasolina nos postos de combustíveis estão ligados diretamente aos preços das companhias distribuidoras, ou seja, se elas aumentam, geralmente, os postos também repassam os custos. Isto deve-se ao funcionamento da cadeia de combustíveis, que é composto por refinarias, distribuidoras e postos. Pelas regras atuais, os postos não podem comprar gasolina e diesel direto das refinarias, adquirindo apenas das companhias distribuidoras, que são responsáveis por toda a logística do abastecimento nacional em todos os estados brasileiros. As refinarias comercializam a gasolina A (sem etanol anidro) para as distribuidoras. Nas bases da distribuição são adicionados 27% de etanol anidro, que após a mistura torna-se gasolina C, vendida e distribuída para os postos via caminhões-tanques”, informou a Fecombustíveis, em nota .

A composição do preço da gasolina reúne etanol anidro, impostos, fretes e margens. Vale lembrar que quase 50% dos custos da gasolina são referentes aos tributos. A nota ainda diz que os preços dos combustíveis são livres em toda cadeia, do poço ao posto. A Fecombustíveis não interfere no mercado da revenda. “Cabe a cada posto revendedor decidir se irá repassar ou não as altas ou quedas de preços ao consumidor, de acordo com as suas estruturas de custo. A Fecombustíveis zela pela livre concorrência e pela livre iniciativa, em defesa de um Brasil melhor para todos”, diz outro trecho da nota.

Em Nova Friburgo, muitos motoristas têm reclamado das altas sucessivas. “Não sei o que está acontecendo. Passo pelo mesmo posto todos os dias e tenho observado que o preço da gasolina subiu pelo menos três vezes na última semana. Isso é um desrespeito com o consumidor”, disse ontem o comerciário Luiz Rodrigues, ao abastecer seu carro pagando mais caro pela gasolina.

 

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