Thereza Freire Vieira (*)
A maioria das pessoas que envelhece vive preocupada com a opinião dos outros. O que fulano vai dizer? Não estou muito velha ou velho para agir assim? Essa atitude vai contra o que os outros pensam?
Importante é não se encurralar em casa. É fazer as coisas que deseja e que poderá causar-lhe alegria e felicidade. A felicidade está em coisas tão pequenas! Quantas vezes um passeio a pé, vendo jardins, admirando as flores e os ipês floridos em agosto, como se fosse um prenúncio de primavera, pode causar encantamento. Que país maravilhoso o nosso, que em pleno inverno as árvores cobrem-se de flores! Encontrar um amigo que há muito não víamos e sempre nos lembramos dos tempos em que éramos jovens, das nossas alegrias, nossos passeios, colegas de ginásio. Mas, se ficarmos enfiados em casa, curtindo a nossa velhice, nada será motivo de alegria.
E a alegria de um vestido novo? Você gosta de cores berrantes, flores grandes, estampados vistosos e não quer usar porque acha que não é próprio para a sua idade? O que importa é saber se realmente vai causar-lhe alegria usar tal roupa, não interessa o que pensam. Se uma jovem quer se vestir de preto, que o faça, se o idoso quer roupas coloridas, por que não as usar?
Medo do ridículo? O que importa é que você realmente queira. Quer saltar de paraquedas? Não será a primeira a realizar esse sonho. Não importa se devia ou não ter realizado esse sonho quando era mais jovem, é agora que você pode. Vá à luta, vá em frente!
São tão poucas as coisas que se quer e que se pode realizar, não deixe passar nenhuma oportunidade. Não leve mágoas para a frente, não pense nas coisas que podia ter feito e não fez ... Faça.
(*) médica geriatra e escritora colaboradora de jornais e revistas
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