Mosquito descuidado

sexta-feira, 18 de março de 2016
por Jornal A Voz da Serra

A NOTÍCIA publicada na edição de sexta-feira, 18, de A VOZ DA SERRA, dando conta do aumento alarmante dos casos de dengue no município — 1.470 e 45 suspeitos de zika vírus em gestantes — coloca o mosquito Aedes aegypti no centro das preocupações dos friburguenses. As recentes campanhas desencadeadas para erradicar o mosquito não apresentaram efeitos desejados pelas autoridades. Fala-se muito da dengue, porém, sem resultados práticos.

MAS FALAR é fácil e difícil mesmo é perceber na cidade que a população realmente esteja preocupada ou ao menos engajada no compromisso de se eliminar os criadouros do mosquito. Basta uma tampa de garrafa jogada ao chão para que após uma chuva se torne um criadouro do mosquito. Ou seja, eliminar criadouros é mais difícil do que se parece. 

RETIRAR pneu e esvaziar vasos é simples, difícil é manter os terrenos baldios limpos, as ruas sem lixo doméstico jogado pelos transeuntes ou mesmo áreas residenciais asseadas e sem poças d´água. Para vencer uma doença coletiva, transmitida pela picada de um mosquito, é necessário um combate efetivo, de 100% da população, com vigilância em todas as esferas.

A PREVENÇÃO deve ser praticada no conjunto da população, desde dentro de casa até no local de trabalho, no percurso diário do emprego, observando e denunciando locais onde o mosquito pode se desenvolver. É necessário criar comportamentos que se tornem hábitos diários, num trabalho de prolongada vigilância. 

ÁGUA LIMPA e parada é sinônimo de larva e mosquito. E pelo tamanho da epidemia que assola praticamente todos os municípios do Estado do Rio este ano, muita gente ainda não incorporou este zelo na cidade. Aliás, no país. Claro que o governo precisa ajudar, dar condições para essa união, coisa que está fazendo com o empenho das secretarias de saúde. 

MAS, SEM vontade individual, sem disciplina regular, tornando o combate ao mosquito uma preocupação de todos, de nada irá adiantar alguns abnegados nesta luta. A Prefeitura está engajada e vem envolvendo cada comunidade, para que de forma conjunta, fiscalizando e limpando cada área, cada terreno, um esforço comunitário contribua para a ação governamental no combate ao vetor. Porém, de nada vai adiantar o esforço de uns enquanto a maioria não se der conta.

 

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