Amine Silvares
Em plena luz do dia, casas estão sendo arrombadas e furtadas em Nova Friburgo. Moradores de vários bairros estão assustados com o crescimento da violência na cidade e exigem uma atitude das autoridades. O abuso dos criminosos mostra que novas medidas são necessárias para inibir e punir a ação dos bandidos. Enquanto as mudanças não chegam, a população continua apreensiva e com medo em suas próprias casas.
Um dos bairros que tem sofrido com uma onda frequente de furtos e assaltos é o Cônego, onde casas estão sendo invadidas em plena luz do dia. Um dos moradores conta que foi rendido e feito refém por volta das 7h30, teve vários pertences roubados, inclusive seu carro. Na mesma rua, outros moradores também foram vítimas de assaltos à mão armada em plena luz do dia, e falaram sobre sua insegurança com a atual situação. Relatos revelam que ciclistas e transeuntes, principalmente senhoras, são vítimas da violência no bairro. Alguns dos locais mais visados são as ruas Marechal Rondon e Lauro Sodré, atrás da Igreja de Sant’Anna. Em várias ruas visitadas, moradores disseram ter sofrido furtos e roubos, ou conhecem alguém da rua que tenha passado pela situação. O bairro, que antes era um dos mais calmos da cidade, já não desfruta desta condição.
A exigência dos moradores é a presença mais efetiva da polícia, com rondas periódicas durante o dia. Todas as pessoas entrevistadas reclamaram da falta de policiamento, que acontece raramente, sendo que muitos disseram nunca ter visto patrulhamento naquele bairro.
Como o local conta com casas de veraneio, muitas residências ficam vazias durante o ano. Apesar da vigilância instalada em muitos lugares, com alarmes, circuitos internos de filmagem e porteiros, a audácia dos bandidos aumenta cada dia mais e os moradores estão preocupados com as consequências da presença insuficiente da polícia na área. O que falta, agora, é uma atitude das autoridades competentes para eliminar as ameaças aos moradores. A situação preocupante vem piorando a cada dia, tornando cada vez mais frágil a delicada relação entre poder público e população.
P2 encontra crack, cocaína, maconha
e armas em caixa d’água no Cordoeira
Preso em flagrante, desempregado disse que trabalhava para traficante do Rio de Janeiro
Agentes do serviço de inteligência (P2) do 11º BPM prenderam em flagrante, no Alto do Cordoeira, na tarde de quarta-feira, 22, o desempregado Neiverton Rodrigues, o Tom, 20 anos. Na casa dele, na Rua Darcília dos Santos, foram encontrados em cima da caixa d’água, na cozinha, 65 pedras de crack, embaladas em papel alumínio e com a inscrição Crack de R$ 10; 26 sacolés de cocaína, com a inscrição Trem bala – Pó de R$ 30; um tablete de maconha prensada, embalada num saco plástico transparente, além de uma pistola 380 revertida para rajada de metralhadora e com numeração raspada, pelo menos 33 munições intactas de diferentes calibres, outras três munições deflagradas de pistola 380, um coldre, três cartucheiras e ainda R$ 60. Todo material foi apreendido na 151ª DP.
Tom e a mulher de 41 anos foram surpreendidos pelos policiais, alertados por denúncia anônima, dando conta de que o casal vendia drogas no bairro. Ainda na parte baixa do Cordoeira, o casal foi abordado, mas, como os dois estavam sem documentos de identificação, os policiais os acompanharam até a casa para conferir a documentação. Ao chegar em frente ao imóvel, os agentes disseram a Tom e a mulher que tinham a informação de que ambos costumavam vender drogas no bairro. Os dois inicialmente negaram a denúncia, mas em seguida franquearam a entrada dos policiais à casa. Durante a revista, Tom informou aos agentes da P2 onde estavam escondidas as drogas. A mulher dele foi conduzida à delegacia, mas não ficou detida.
Em depoimento ao delegado José Pedro Costa da Silva, Tom, que já teve passagem pela polícia por roubo e uso de drogas, disse que vendia drogas nas ruas do Cordoeira há pelo menos dois meses, e que o entorpecente era entregue a ele toda semana, por um traficante do Rio de Janeiro, negro, baixo e de cabelo raspado, cujo nome não sabe. O pagamento era feito a uma mulher loura, de 1,75m e cabelos compridos. Tom admitiu ainda ser viciado em drogas.
A mulher de Tom disse ao delegado que desaprovava o envolvimento do companheiro com o tráfico no Cordoeira e constantemente chegava a ir às bocas de fumo tentar impedi-lo de vender drogas, sem, porém, obter êxito. Ela garantiu também desconhecer que Tom escondia drogas sobre a caixa d’água, mas sabia que ele tinha uma pistola em casa.
Morro do Dedé: grupo escapa do
flagrante jogando drogas no chão
Um dos integrantes era um garoto de 13 anos; crack e pó foram apreendidos
Alertados por denúncia anônima, duas equipes do 11º BPM apreenderam na noite de quarta-feira, 22, na Rua B, conhecido ponto de venda de drogas no Alto do Floresta, o Morro do Dedé, distrito de Conselheiro Paulino, 65 sacolés de cocaína, 27 pedras de crack, dez trouxinhas de maconha e R$ 161, que foram descartados na rua, em sacolas plásticas diferentes, por um grupo que vendia drogas no local. Ao perceber a aproximação dos policiais, os homens tentaram fugir, abandonando os entorpecentes e o dinheiro. Após perseguição pelas ruas do bairro, três deles foram capturados: um pedreiro de 27 anos, um costureiro de 19 e um adolescente de 13 anos, que não estuda e já é conhecido da polícia como integrante do tráfico no Dedé.
O trio foi conduzido à 151ª DP, mas não ficou preso devido à inexistência de flagrante, já que a droga foi encontrada pelos policiais no chão, e não com eles. As equipes Patamo 1, integrada pelo sargento David e os soldados Gilber e Severo, e Alfa 1, composta pelo cabo Demani e o sargento Flaner, chegaram ao Dedé antes das 20h e se posicionaram em locais estratégicos, para observar a movimentação do tráfico no local. Mas parte do grupo conseguiu fugir por vielas e embrenhando-se no mato.
Ousadia: casal invade casa e
furta mobília numa Kombi
Ação criminosa foi presenciada por vizinhos na Chácara do Paraíso
Os detetives do núcleo de roubos e furtos da 151ª DP estão à procura de um casal, cujas identidades não foram reveladas, para não prejudicar as investigações, acusado de ter furtado diversos móveis, avaliados em mais de R$ 2,5 mil, de uma casa de veraneio na Rua Olinda Shangrilá, no Loteamento Jacina, Chácara do Paraíso.
De acordo com vizinhos, o casal invadiu o imóvel há cerca de 15 dias e, após o pernoite, furtou uma geladeira duplex, um fogão de seis bocas, um armário de cozinha, uma mesa de madeira com seis cadeiras, um rack e um aparelho de som com CD. Tudo foi transportado numa Kombi branca, com ajuda do próprio casal, que simulou uma mudança.
O crime, porém, só foi denunciado à polícia na tarde de quarta-feira, 22, pelo proprietário da casa, o analista de telecomunicações Dênis Leandro Santana e Silva, 27 anos, que reside em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e foi avisado do furto por telefone. De acordo com as informações passadas aos policiais da 151ª DP, o furto foi cometido por um ex-presidiário de Bangu 1, condenado por furto, e que está em liberdade condicional, e a mulher, uma ex-auxiliar de serviços gerais do Hospital Unimed. O casal mora na Chácara do Paraíso.
Casas furtadas nas Braunes
Polícia investiga se crimes foram praticados pela mesma pessoa
Um comerciante de 44 anos teve um prejuízo de quase R$ 2,5 mil com o furto de um videogame, uma câmera digital, uma filmadora, uma bolsa impermeável e ainda uma carteira de couro com R$ 20, levados de sua casa na noite de quarta-feira, 22, na Rua João Heringer, Braunes. O comerciante contou na 151ª DP que um vizinho presenciou a fuga do ladrão, um rapaz de aproximadamente 20 anos, pardo, baixo e magro, que deixou o imóvel pulando uma janela com uma mochila nos ombros. O vizinho ainda chegou a repreender o ladrão, que fugiu correndo em direção à Rua Santa Luzia. O comerciante disse que, ao sair de casa, pela manhã, deixara a janela da cozinha aberta.
Na Rua Santa Luzia, a casa de um advogado de 34 anos também foi alvo de furto. Foram levados um par de óculos branco, uma câmera fotográfica digital, uma mochila marrom, um computador portátil e uma pistola de uso veterinário, tudo avaliado em R$ 3,5 mil. O advogado disse aos detetives da 151ª DP que mora com um irmão e que este, ao chegar a casa, constatou que os cômodos estavam revirados e o vidro da janela de um dos quartos estava quebrado. Todos os objetos furtados são do advogado. A polícia investiga a possibilidade dos dois furtos terem sido cometidos pelo mesmo ladrão, já que aconteceram em locais próximos e na mesma tarde.
Motoboy ferido em acidente na Comte Bittencourt
O motoboy Gilson Gonçalves de Abreu Júnior, 31 anos, teve torções nos pulsos, tornozelos e joelhos, precisando ser medicado no Hospital Municipal Raul Sertã após cair da moto prata, LUV 3502, que pilotava no início da noite de quarta-feira, 22. Ele colidiu com a blazer preta, KMS 9566, na Avenida Comte Bittencourt, próximo à esquina com Rua Oliveira Botelho, no Centro.
Gilson disse que, ao ser fechado por um Gol, a Blazer em seguida abalroou sua moto, jogando-o no chão. O acidente aconteceu por volta das 18h, horário de grande movimento de veículos no local, e gerou retenções no tráfego. O motoboy foi socorrido por uma equipe de resgate do Corpo de Bombeiros.

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