Eloir Perdigão
A Câmara Municipal de Nova Friburgo, por indicação do vereador Cláudio Damião (PT), realizou sessão específica sobre o distrito de Conselheiro Paulino, quinta-feira, 14. Estavam presentes os 12 vereadores, porém nenhuma das autoridades convidadas, apenas Flávio Silveira, representante do secretário extraordinário da Região Serrana, Afonso Monnerat, além de moradores e empresário do 6º distrito.
Cláudio Damião salientou que Conselheiro Paulino foi muito atingido pela tragédia de janeiro e que seus moradores reclamam da dificuldade de obter informações e do abandono. Segundo o vereador, algumas coisas têm sido feitas, porém, muito aquém dos anseios da comunidade local. Contenções, pedras que ameaçam escorregar e que põem em risco muitas pessoas, tantas pessoas retornando às suas casas em áreas de risco, tantos outros que não recebem aluguel social e não foram contemplados com os kits do governo estadual são algumas das reclamações.
Cláudio chegou a propor que a Câmara realizasse audiências nos bairros e distritos e, no entanto, a proposta não foi votada. Foi obrigado, então a solicitar a reunião específica no plenário da Câmara, o que não pretendia, mas foi a opção que teve. Sua intenção era dar espaço para que os moradores expusessem seus problemas e que os vereadores os encaminhassem ao Executivo. Moradores de outras comunidades afetadas também devem ter espaço na Câmara, conforme citou Cláudio Damião, em futuras reuniões específicas.
Na abertura da reunião, o vereador comentou que a comunidade conselheirense precisa de respostas e lamentou a ausência das autoridades, pois a reunião só contava com o representante de Afonso Monnerat. E apresentou um pequeno vídeo sobre o 6º distrito, que tem uma população de 35 mil habitantes, vários bairros, maior PIB do município e a preocupação da comunidade seis meses após a tragédia com a chegada do período das chuvas.
PONTE E PEDRA
A Tribuna Laura Milheiro de Freiras, do Plenário Jean Bazet, foi ocupada por 13 pessoas de Conselheiro Paulino, que se manifestaram livremente sobre suas reivindicações. Entre as prioridades apontadas constam a reconstrução da chamada Passarela dos Estudantes, em frente ao Colégio Municipal Rui Barbosa, e a retirada de uma enorme pedra no meio de uma rua no bairro Três Irmãos.
Os conselheirenses apontaram também outras necessidades, como a Escola Municipal Isabel Gomes Siqueira em precárias condições, prejudicando os alunos; bueiros entupidos, encostas e erosões que ameaçam as comunidades do distrito, o precário funcionamento da UPA, obras de reconstrução e atividades culturais, casas populares para desabrigados e desalojados, quando chove ninguém quer ficar em casa, dragagem urgente do rio no Jardim Califórnia, mais atenção para a Avenida Nossa Senhora do Amparo que, quando há enchente, torna-se a única opção de acesso a Conselheiro Paulino; mais segurança, situação de abandono e preocupação com a chegada da época das chuvas.
Em sua avaliação, Cláudio Damião insistiu que queria a reunião em Conselheiro Paulino e lamentou que, na sede da Câmara, a maioria das pessoas não puderam comparecer. E se referiu aos que ele chamou de “resistentes”, que abordaram questões como a falta de previsão das obras de reconstrução, como sendo o que mais incomoda os moradores atualmente; o distanciamento entre o que as autoridades estão determinando e o que o povo quer; falta de atenção, descaso e falta de diálogo.
Cláudio Damião lamentou que nenhuma autoridade ou secretários municipais tenha prestigiado a reunião com os moradores de Conselheiro Paulino e ficou de encaminhar as reivindicações aos governos municipal e estadual conforme o caso.

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